20111021

vícios privados... e muito obscuros...!

parece que cada cidadão suportará no ano de 2012 um custo de funcionamento do estado de cerca de 5 mil euro, segundo ricardo arroja e de acordo com os números da direcção-geral do orçamento.
deste custo 1700 euro [34%] estão 'destinados' aos fundos e serviços autónomos, entidades nebulosas que se bamboleiam no caldeirão dos bens públicos, gastando muito e 'servindo' pouco ou nada. 
chegados aos cortes anunciados nos súbsídios e outras prestações sociais onde estão as medidas que procedem à 'lipoaspiração' das gorduras excessivas do 'monstro estado', tal como aquelas que poderão [deverão] servir de estímulo à economia...?
alguém ouviu falar delas...? eu devo estar surdo:..!

20111020

Fora com a cadela? : /

Lá está outra maneira liiiinda de se resolver uma situação ...

É assim que se resolvem problemas??? 30 contra um?

Mas que vergonha!!!

Solidariedade para com a Polícia!

E sim, demitam-se os "gananciosos"!

E agora, perseguição aos portugueses em geral!

Agora, é a perseguição aos professores do quadro ...

" A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) diz que os cortes anunciados na Educação para 2012 pelo Governo só poderão concretizar-se com o despedimento de docentes que fazem parte dos quadros das escolas." (CM)

Uma perseguição aos funcionários públicos! [II]

Na continuação do post Uma perseguição aos funcionários públicos. Nem mais! apresentamos o resumo de um estudo de Eugénio Rosa
A MENTIRA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA: - é falso que o salário mensal na Administração Pública seja superior em 75% ao do sector privado como divulgaram os media
Na semana de 13/17 de Julho de 2009, a Agência Lusa, e depois a maioria dos órgãos de comunicação, incluindo a TV, acabaram por colaborar numa gigantesca operação de manipulação da opinião pública. Para isso, foi utilizado um estudo divulgado no Boletim Económico – Verão de 2009 do Banco de Portugal, que, segundo os autores da noticia, provava que “os funcionários públicos auferem um salário mensal claramente acima dos seus congéneres do sector privado e o diferencial aumentou ao longo do tempo, passando de 50% em 1996 para quase 75% em 2005” Desta forma, ficava justificada a politica deste governo contra os “privilegiados” da Administração Pública (uma ajuda para a campanha eleitoral de Sócrates), por um lado, e, por outro lado, preparava-se já a opinião pública para que o futuro governo continuasse a reduzir as condições de vida destes trabalhadores. Uma análise objectiva de todo o estudo do Banco de Portugal, e não apenas de alguns dados retirados do seu contexto, revela que a notícia dada pelos media é falsa.

Na pág. 65 do referido estudo do Banco de Portugal encontra-se a passagem anterior que foi utilizada pelos media no seu ataque à Administração Pública. Mas logo a seguir, na pág. 66, do mesmo estudo chama-se a atenção que “ Os diferenciais brutos que temos vindo a referir podem ser indicadores erróneos de desigualdade salarial, já que remunerações mais elevadas podem ser justificadas, por exemplo, por uma maior dotação de capital humano”, ou seja, por uma maior escolaridade e qualificação. E logo na mesma página do estudo refere-se que “a proporção de funcionários públicos que reportam educação universitária ronda os 50% em 2005, enquanto no sector privado esta corresponde a pouco mais de 10%”. Mas tudo isto foi ocultados pelos media.
Utilizando os valores dos rendimentos auferidos pelos trabalhadores por conta de outrem de acordo com o seu nível de escolaridade obtidos através do “Inquérito às despesas das famílias 2005/2008” realizado pelo INE, e tendo em conta a percentagem de trabalhadores no sector público e no sector privado em cada nível de escolaridade, conclui-se que só o efeito da escolaridade mais elevada que existe na Administração Pública, explica que o salário médio ponderado anual nesta seja superior em 58% ao do sector privado. Por outras palavras, devido ao facto de 50% dos trabalhadores da Administração Pública terem formação superior, enquanto no sector privado são apenas 10%, e como os trabalhadores com formação superior auferem, em média, um salário muito mais elevado do que aqueles que apenas possuem o ensino básico ou secundário, o salário médio ponderado na Administração Pública teria de ser superior em 58% ao do sector privado.
Mas as razões das diferenças salariais não resultam apenas do efeito escolaridade. Na pág. 68 do estudo reconhece-se “que a disparidade salarial bruta entre os dois sectores apresentada na última secção é largamente explicada pelas diferenças nas características da mão de obra”. Assim, segundo o estudo divulgado pelo Banco de Portugal, devido a essas características verifica-se, “em termos do salário mensal, que a diferença passou de 10% em 1996, para 15% ou um pouco mais na década que se seguiu” (pág. 68), portanto valores muito inferiores aos 50% e 75% divulgados pelos media. E mesmo esta diferença 15% não corresponde à realidade.
Em 2006, o governo de Sócrates, contratou a CAPGEMINI, que é uma das maiores empresas do mundo de serviços de consultoria, para fazer um “Estudo Comparativo de Sistemas de Remuneração entre os Sectores Público e Privado”. E as conclusões a que esta empresa chegou desagradaram o governo de tal forma que ele fez desaparecer o estudo apesar do seu elevado custo para o erário público (em 2006, na Assembleia da República, durante o debate do Orçamento do Estado, em que participamos, solicitamos ao ministro das Finanças que fornecesse o estudo aos deputados, o que ele recusou). Segundo o estudo da CAPGEMINI, por categorias profissionais as remunerações dos trabalhadores da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado nas seguintes percentagens: (1) Grupo técnico : entre -188% e -156%; (2) Grupo Técnico-profissional: entre -75% e -46%; (3) Grupo administrativo: entre -89% e -55%; (4) Grupo de auxiliares : entre -19% e – 27%; (5) Grupo de operários : entre -26% e -65%. O estudo divulgado pelo Banco de Portugal apenas analisa por categorias profissionais um grupo de trabalhadores: os com formação superior. E, em relação a este grupo, chega a conclusões opostas às divulgadas pelos média. Segundo o Banco de Portugal, os salários destes trabalhadores eram em 2005, em média, inferiores aos do sector privado em -5,9% (quadro 4, pág. 76). E há profissões em que a penalização é muito maior. Por ex., os salários dos trabalhadores de informática da Administração Pública eram inferiores aos do sector privado em -13,8%; os dos economistas em -18,6%; e os salários dos não especialistas em -9,3%. Se a análise for feita para os trabalhadores do 3º Quartil, portanto os com formação superior e com qualificação mais elevada, a penalização sobe de -5,9%, referida anteriormente, para -25,9%. Portanto, os salários destes trabalhadores da Administração Pública são, em média, inferiores em -25,9% do sector privado segundo o próprio estudo do Banco de Portugal. E no período 2005/2008, a desigualdade salarial agravou-se ainda mais, pois os salários na Função Pública aumentaram apenas 7,5%, enquanto os do sector privado subiram 13,5%. A questão que se coloca agora é esta: Terão os órgãos de comunicação que divulgaram aquela noticia falsa, manipulando assim a opinião pública, a honestidade de a corrigir informando com objectividade os seus leitores? . (Junho de 2009).

Este estudo pode ser lido na íntegra em: http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2009/34-2009-Media-manipulam-dados-para-atacar-Funcao-Publica.pdf

Escandaloso!

Excerto:
"São 49 as figuras públicas que recebem dinheiro da RTP e da RDP para comentarem. Muitos dos políticos recebem 600 euros por intervenção.
O "Correio da Manhã" escreve que Marinho Pinto e Carvalho da Silva fazem parte da lista de 49 personalidades públicas com avenças semanais na RTP e na RDP."

RTP e RDP pagam avenças a políticos

Uma perseguição aos funcionários públicos. Nem mais!



"Bacelar Gouveia acredita que Cavaco Silva abriu caminho a veto político

O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia afirma à Antena1 que é inconstitucional o corte dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas. Bacelar Gouveia acredita que as críticas apontadas pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a essa opção do Governo abrem caminho para um eventual veto político ao Orçamento do Estado para 2012."

Fonte: RTP

Now you see me, now you don't

Há que saber apreciar a criatividade retórica e a desresponsabilização própria que ela permite. A linguagem, já dizia Wittgenstein, é problemática e presta-se, como qualquer fenómeno social, a uma extrema elasticidade que permite a uma mesma pessoa defender uma ideia e o seu contrário sem que se aperceba imediatamente da asneira.

João Salgueiro, presidente da Associação Portuguesa de Bancos, mostra-nos de que forma fácil podemos fazer o milagre do desaparecimento dos pães em simultâneo com o da multiplicação da culpa. Afirmou Salgueiro recentemente que a responsabilidade última do endividamento dos portugueses pertence... aos próprios. Antes que me respondam que o acto de consumir e de dispender é individual e (pelo menos teoricamente) consciente, deixem-me abrir um pouco o problema.


Significa isto que:


- a culpa da dimensão das taxas de juro e comissões bancárias absolutamente usurárias e da margem de lucro que permite ao sector da banca um nível de enriquecimento que não tem paralelo na sociedade portuguesa (excluída, obviamente, a classe política ao centro e à direita, como facilmente se deduz pela análise das carreiras e qualidades de vida absolutamente meteóricas produzidas nas últimas décadas;

- dos efeitos da acção especulativa de alguns sobre a Economica e condições de vida de todos;


- das decisões políticas tomadas pelos Governos em matéria de Economia e Finanças, e da forma como (não) regula o sector bancário;


- da relativa (por comparação) ausência de informação ao consumidor-cidadão;


pertence ao cidadão. Ou seja, a base da pirâmide social é, para Salgueiro, a verdadeira responsável por todo o cumulativo de decisões tomadas desde o topo, e da qual é frequentemente o destinatário mudo, quando não cego. Significa também isto que o próprio Salgueiro, a quem não é alheio algum contributo político para o status quo (quanto mais não seja pela acção de lobbying político que a ABP exerce), consegue com esta invisibilização própria, diluir pelos miseráveis a responsabilidade última pela sua condição, confundindo confortavelmente mandato para governar e definição das medidas concretas de Governo. Há uma relação moral entre ambas? Certamente. Mas há diferença objectiva entre a representação e a prática.

Do eufemismo como abjecção

Com cada vez maior frequência, surgem na política - considerada simultaneamente enquanto arte da administração mas também enquanto arte da discursividade - formulações que devem merecer-nos a mais veemente e transparente recusa, sobretudo quando consideramos que os seus agentes constituem, enquanto representantes de outrém, um retrato de cada um de nós.

Atendendo apenas à dimensão discursiva da acção desses agentes, assume cada vez maior importância a figura estilística do eufemismo enquanto veículo do branqueamento (quando não opacidade) de algumas posições e medidas, atribuindo-lhes uma natureza mais light e, dessa forma, facilitando a sua aceitação.

No decurso de uma intervenção no 4º Congresso Nacional dos Economistas, a decorrer em Lisboa, António Lobo Xavier assume, eufemisticamente, não saber “até onde pode ir a compressão dos princípios constitucionais”. Sublinho a escolha, não inocente, do eufemismo compressão. É particularmente relevante a escolha do termo atendendo não apenas à acção política conhecida de Xavier, mas sobretudo o seu enquadramento profissional - Jurista - e a aura de credibilidade que o mesmo empresta ao seu discurso num país onde é (re)conhecida a vassalagem do pensamento à profissão do orador.

Ainda que seja possível conceber a hipótese de que o seu discurso tenha sido informado por alguma cautela quanto a potenciais efeitos nocivos - até do ponto de vista jurídico - da escolha de termos mais, digamos, transparentes, a verdade é que assumir que "todos os julgamentos legais estão a ser sujeitos à necessidade do Estado" significa, para lá do eufemismo e da sua opacidade, que a compressão deve ser entendida enquanto violação dos tais princípios constitucionais. Significa, portanto, e com as palavras todas, estar em curso nesta formulação de Xavier uma tentativa de neutralização do tom negativo e incómodo da expressão violação da Constituição, substituindo-a por uma muito mais comedida, confortável e inócua compressão. O equivalente a considerar a fome como um certo emagrecimento do corpo.

A palavra a ... | Rui Tavares @ A demoglobalização

"A mesma Europa que manda cortar nos salários e pensões prepara-se agora para implorar aos bancos que aceitem o nosso dinheiro, ilimitado e sem condições.

Lembram-se daquele slogan dos anos 90, “as pessoas primeiro”? Em 2011, encontrou um novo sentido: as pessoas lixam-se primeiro.
Escrevendo ontem neste jornal, o economista Paulo Trigo Pereira perguntava “onde estão as gorduras” do estado que este governo apregoava ir cortar, e dá um início de resposta: “afinal, «gorduras» eram só salários e pensões”. Outro economista, João Rodrigues, confirma que “com este Orçamento, todos saberão o que são as «gorduras» do Estado: salários, pensões e bens sociais, da saúde à educação, amputados; a vida de tantas famílias injustamente fragilizada”. A amargura é justificada: na hora de cortar, os governos escolhem as pessoas primeiro." Continue reading ‘A demoglobalização’

Assim não vamos lá, senhores ...

Directores da PSP aumentam salários em segredo.

PENSÕES VITALÍCIAS DE ANTIGOS GESTORES PÚBLICOS ESCAPAM A CORTES