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"O Acordo Ortográfico é uma aberração em termos linguísticos. Há muito que o Português de Portugal (ou Europeu) e o do Brasil seguiram caminhos diferentes, que já não podem ser unidos por qualquer AO."
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"O Acordo Ortográfico é uma aberração em termos linguísticos. Há muito que o Português de Portugal (ou Europeu) e o do Brasil seguiram caminhos diferentes, que já não podem ser unidos por qualquer AO."
"(...)
“Os próximos tempos podem ser insuportáveis para alguns dos nossos concidadãos, em especial os reformados e os desempregados”, destacou o Presidente, acrescentando que se encontra bastante preocupado com os “filhos de casais desempregados”.
“Temos de dar mais valor ao que nos une”
No final do seu discurso, Cavaco Silva deixou ainda uma mensagem a pedir aos portugueses para que sejam solidários, pois “apenas esse sentimento solidário permitirá mostrar às instituições internacionais que merecemos um futuro melhor”." (Cavaco Silva)
"Fazem parte dos QUADROS da PT os filhos/as de:
"Diversos professores têm perguntado como se aplicam as regras da mobilidade especial para melhor compreenderem o que poderá estar em preparação para os que, sendo dos quadros, no próximo ano venham a ficar em “horário-zero”. Quanto aos contratados, percebe-se pelo que já sucedeu a 12 500, este ano, que o Governo se encaminha para a expulsão de todos eles da profissão, forçando medidas que dão a ideia de que eles não são precisos. O fim ou quase da contratação sucederá já para o ano, se com a luta o não evitarmos (nós, os dos quadros, os contratados e os que o MEC já empurrou este ano para fora das escolas).
Se aos professores dos quadros lhes acontecer “horários-zero” [acontecerá seguramente a mais uns milhares do que este ano], provavelmente em vez de se candidatarem a DACL, os professores serão remetidos para a situação de “mobilidade especial” que, atualmente, está assim regulamentada:
- 1.ª Fase: Primeiros 2 meses, seguidos ou interpolados, em situação de Mobilidade Especial (ME), o funcionário mantém o salário integral;
Cartoon @ Anterozoide
- 2.ª Fase: 10 meses seguintes, seguidos ou interpolados, em situação de mobilidade especial, o salário do funcionário corresponderá a 66,7% do total (ou seja, perde já 1/3);
- 3.ª Fase: Após 12 meses, seguidos ou interpolados, em situação de mobilidade especial, o salário do funcionário corresponderá a 50% do total (ou seja, já está reduzido a metade do seu vencimento);
- Em qualquer das fases, o funcionário está sujeito a deveres, designadamente o de ser opositor a qualquer lugar posto a concurso e que esteja de acordo com as suas habilitações e categoria de carreira. A partir da segunda fase fica ainda obrigado a ter de frequentar, também a título obrigatório, ações de formação.
- O funcionário não poderá ser deslocado para local que obrigue a despesas de deslocação que ultrapassem os 8% do seu vencimento ilíquido (… dá para muitos quilómetros de deslocação; quanto maior o vencimento, maior o raio de deslocação), exceto nos casos em que a sua colocação anterior, enquanto funcionário em atividade “normal” já ultrapassasse esse valor. Nesse caso, poderá ser sujeito a igual despesa, o que leva a concluir que o local de referência para este cálculo é o da residência do funcionário e não o seu local de trabalho;
Cartoon @ Bico Calado
- Caso o funcionário não cumpra com os seus deveres (pode ser a não realização da formação prevista ou a não aceitação de uma colocação), então é remetido para uma situação de licença sem vencimento; - Aparentemente, não há um limite temporal para que o funcionário fique reduzido a metade do seu salário (mas não é de crer que a intenção seja manter milhares de funcionários nestas condições, por muito tempo);
- Durante este tempo, o funcionário está impedido de exercer qualquer atividade remunerada, ainda que o valor da remuneração que recebe seja insuficiente para a sua sobrevivência. Porém, pode, se pretender, solicitar uma autorização extraordinária para exercer uma atividade remunerada. Se for autorizado, poderá exercer, mas a sua remuneração em mobilidade especial é reduzida em mais 50%. Ou seja, se estiver na 2.ª fase passa a receber apenas 1/3 do salário, se estiver na 3.ª fase passa a receber apenas 1/4."
"(...) A falta de educação na Casa dos Segredos é gritante, no sentido lato da palavra, mas no estrito também. Afinal, como é que os analistas hão-de acreditar que vamos sair da crise, se uma concorrente diz que África é na América Latina, e procura o Alpendre no globo, o rapazinho sofre de “apneira” do sono, e todos proclamam ter o 12º ano? Quem fica posto em causa, claro está, não é a Cátia, a Fanny (que ao que parece disse que um conjunto de peixes se chamava escamas), a Susana ou outro, mas os professores que os ensinaram (ou que pelo menos tentaram), e sobretudo um sistema que lhes deu o diploma. Venha Nuno Crato, com a sua política de mais exigência, que é bem-vindo, porque sem instrução de qualidade não vamos a lado nenhum.(...)"