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20130617

Nota | Amanhã é retomada a greve às reuniões de conselhos de turma

Tomáramos nós ver um Fim a isto ... mas não, vamos continuar. E temos pena. E há que retemperar forças para continuar.
Boa noite, bom descanso.

Info da greve (em actualização)

Pela manhã:
Adesão superior a 90%, diz Mário Nogueira. Se quiserem ouvir e comentar, é na  TSF : A greve dos professores
A não perder:
Paulo Guinote na TVI24 (a decorrer) e Paulo Prudêncio na SICN.

 


 


Ao longo do dia:
O Público está a acompanhar a greve ao minuto.
Os blogues do costume :)
Boas ideias:
 Notas soltas: 
Humor: 
 Dados da FENPROF:

 Coisas doentias:

20130614

Reuniões de trabalho às 22 horas? Pois é!

"É bom que a opinião pública saiba que há reuniões agendadas para hoje, às 22h! Um trabalhador que faça as 40h semanais/8 diárias, não sairia do seu local de trabalho à meia noite, tendo entrado ao serviço às 8.20h da manhã!!! via Ana Isabel " ( Isabel Pedrosa Branco Pires | Facebook )

A Educação, em Portugal, já é só para poucos.

Custa muito a entender?
"(...) Os professores não fazem greve contra os alunos mas em sua defesa. Não o fazem para perturbar as famílias, pois também são pais de alunos com exames, mas porque querem defender o pouco que resta de liberdade num país empobrecido e praticamente saqueado em nome de interesses financeiros ... (...)" (Paulo Guinote)

20130613

Hoje concordo com Crato

Imagem @ Nuno Crato e os Computadores

Sim, sr. ministro. Só eram necessários 10 000.


ADENDA (20:09):

Leituras do dia | Ricardo Ferreira Pinto

Solidariedades para com a greve dos professores

"1. Tenho uma filha que será afectada, pois pelo menos um dos exames coincide com as datas conhecidas. 
2. Apoio a greve.
3. Informei a minha filha que o(s) exame(s) que não puder fazer naquele dia(s) certamente que se fará(ão) noutro(s) dia(s).
4. Informei a minha filha que os professores não irão trabalhar naquele dia porque estão em luta pelos seus direitos e que por tal vão perder um dia de salário.
5. Informei a minha filha que não há greves sem prejuízo, nem prejudicados – aliás essa é a força da greve.
6. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, mesmo quando não ganhamos nada directamente pode acontecer que sejamos chamados a lutar pelo que é certo, mesmo com prejuízo em causa própria.
7. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, ninguém pode aceitar como bom, que as famílias partilhem menos uma hora por dia, que se despeçam pessoas aos milhares e se diga que tal é bom, que se trabalhe gratuitamente, que se reduzam remunerações, que se retirem direitos aos fracos quando se engordam os ricos, que se desprezem e menosprezem as pessoas e que se castiguem os que nada fizeram e se dê cobertura aos que a este ponto nos trouxeram.
8. Informei ainda que a possibilidade dela ter de fazer o(s) exame(s) noutro(s) dia(s) representa o(s) contributo(s) dela para uma sociedade justa.
9. Pedi desculpa à minha filha, por não ter sido capaz de evitar que ela, tão nova, tivesse que participar num processo de combate político, mesmo que passivamente. Pertenço a uma geração de inertes, que tudo delegam e depois ousa estranhar a acção dos que diferem e vão à luta. 
O mais interessante nisto tudo, é que ao contrário dos doutos egoístas que em vários fóruns vi manifestarem-se, a minha filha, com 12 anos, depois de pensar um pouco disse-me convicta: Faz sentido! Não faz mal. Se não fizer exame naquele(s) dia(s), farei noutro e assim os professores terão lutado pelo que é justo. 
Nestas alturas, fico aliviado, pois percebo que ainda temos salvação. Provavelmente, tal só acontecerá na geração que nos segue, mas sempre é melhor do que nada." ( Paulo Bernardo E Sousa @ A Professorinha )
@ Juventude às Ruas leva solidariedade a greve de professores!

Convites: sábado, dia 15 e segunda-feira, dia 20.


E na segunda-feira, dia 20 de Junho (às 8:30), juntemo-nos à porta das nossas escolas. Amigos, familiares e alunos serão bem-vindos!


20120809

Funcionários públicos têm, afinal, aumento de salário

Não os professores e enfermeiros mas outros e.g.:
Post em aberto.

Mas não faz mal, pá!

O mesmo discurso de sempre! Palavras iguais, cada vez mais ocas e sem ressonância, a quem, excepto os próprios, já ninguém pega. Triste vai o sindicalismo em Portugal. Não vão sozinhos. Mais tristes estão os professores, que de tanta resignação, vão desaparecendo. Ah! Calma, que se vêem nos blogues. E então, está tudo bem ... :/

Nota: estivesse eu à porta de um Centro de Emprego e que me aparecesse um(a) sindicalista naquele forte protesto do dia 3 e ... .

20120719

Vigília pela Educação @ Coimbra

O início


A instalação

Hummmm
Cortesia © Ivo Miguel Silva e Alexandra Correia
 : )




Mais fotografias no Facebook. Em Vigília pela Educação e Coimbra, vigília pela educação. Destaco também o álbum da Sandra Santos, Imagens Vigília em Coimbra e este, Coimbra, vigília pela Educação.

Pela blogosfera:

A Carta Aberta que 180 pessoas assinaram:

 De onde destaco o último parágrafo:
Os signatários, reunidos na Vigília organizada no dia 18 de Julho de 2012,
entendem que não estão reunidas as condições para iniciar o próximo ano lectivo, pelo que estão dispostos a recorrer às formas de luta que acharem mais adequadas.

20120718

17000 + 35000



Se somarmos estes 17000 professores aos 35000 contratados, temos um panorama que retrata a dimensão do sentimento de revolta que está instalado.

Alguns números (horários eliminados)

Link para PDF (os números são da Fenprof):


Via Karadas @ O Cantinho da Educação

ADENDA:

Reparei que não está lá o meu agrupamento, já escrevi para a Fenprof. Se todos o fizermos ... melhor, não? Transcrevo:
"Dados referentes a horários eliminados pelas medidas do MEC
Pedimos a todos os colegas que nos enviem dados que ainda não constem neste mapa e/ou completem e acrescentem outros que permitam ter uma ideia mais exata da situação, para fenprof@fenprof.pt.
O Secretariado Nacional da FENPROF"

20120715

Sobre as guerrinhas muito cínicas entre professores

Ultimamente tenho assistido a bombardeamentos de comentários sobre aquilo que está a acontecer a professores do quadro com 15, 20, 25 ou 30 anos de carreira e que se deparam com horários zero e obrigados a concorrer a Destacamento por Ausência da Componente Lectiva (DACL). Os emissores são na sua maioria professores novinhos, contratados ou os seus tios, pais, amigos ou outros que, sem tanta proximidade, gostam, na mesma, de ver a desgraça a abater-se sobre esses privilegiados professores que agora vão saber como é (...).
"(...)O que se ouve, em off e com recomendação de completa clandestinidade das fontes, sobre a forma como isto está a ser tratado ao nível das estruturas centrais e regionais do MEC é aterrador e profundamente desrespeitador da dignidade pessoal e profissional dos docentes. Tanto mais grave quando os comentários jocosos e as atitudes de desrespeito surgem de outros docentes que (por agora) se sentem a coberto das consequências dramáticas deste tipo de decisões, não se lembrando que serão descartáveis logo que seja necessário.(...)"
Vale, como sempre, ler o post do Paulo com atenção porque retrata exactamente o que se está a passar, que é, como ele diz:
" o que se está a passar com a definição de horários-zero neste final de ano lectivo é algo vergonhoso e obsceno, um exercício espúrio, moral e eticamente inaceitável, de engenharia profissional em que um MEC sem capacidades de planeamento anda a brincar com a vida profissional, pessoal e familiar, daqueles que deveria saber mobilizar para uma melhoria da Educação, não para o objectivo mesquinho da Educação possível com o preço mais baixo."
E deixo um apelo aos professores contratados para que pensem melhor antes de começarem a atacar/achincalhar os colegas do quadro. Essa relação de amor ódio não leva a nada. Amor a um tal lugar que ambicionam e ódio a quem o tem. Continuam sem perceber que o mal que nos acontece será a dobrar para eles. 

Estou cansada de ser alvo de piadinhas e cinismos por parte destes colegas. Tenho lido estas parvoíces em conversas onde estou presente e noutras, em que falam uns com os outros, desses 'velhos' incompetentes que são os professores do quadro. Não tenciono deixar de lutar por uma educação melhor mas, a partir de agora, terei cuidado quando estiver ao lado dos professores contratados. Não vá o diabo tecê-las ...

Por fim, tenho a consciência tranquila porque, já sem falar em blogues anteriores e.g. 'A Sinistra Ministra' e 'a nossa senhora das aventuras'), neste blogue temos dado atenção às questões que lhes dizem respeito. Basta procurar-se a tag contratados, entre outras pois nem sempre (falo por mim) me lembro de colocar as tags ou etiquetas devidamente. Por outro lado, manifestei-me publicamente inúmeras vezes por todos nós. Tenho tentado ajudar quem posso. 

Deixo um link aqui da casa, ilustrativo. Há muito mais mas não me apetece dar maior voz a tamanha pequenez de mente:

20120713

Pois é ... Já se sabia que a 'coisa' se iria aproximar desmesuradamente.

Pelo menos, estava avisada. Andamos há anos a antever estas coisas. E sabíamos que nos iria acertar. E não foi por isso que lutámos, porque antes destes episódios (muito pouco exclusivos), já imaginávamos o fim da Escola Pública e o fim de uma Educação com qualidade.
Quem éramos nós? Professores, pais, alguns sindicalistas, alguns políticos, algumas poucas pessoas ou todos nós, pessoas com força insuficiente. Continuamos, alguns de nós. A esses, o maior bem-haja que possa conceber.
Transcrevo um mail, uma informação que significa o princípio de uma etapa nova e que espero superar com dignidade:
"Informamos que por não ser possível garantir, neste momento, a atribuição de componente letiva, ou por se ter candidatado à mobilidade por doença, o seu nome foi inserido na aplicação de indicação de componente letiva (ICL), pelo que terá que aceder ao concurso por ausência da componente letiva (DACL)." (Director do meu Agrupamento)
ADENDA (19:32):
Leitura recomendada, por demais actual, de 11 de Julho do ano passado:
"Diversos professores têm perguntado como se aplicam as regras da mobilidade especial para melhor compreenderem o que poderá estar em preparação para os que, sendo dos quadros, no próximo ano venham a ficar em “horário-zero”.(...)" (SPRC)
Ler tudo em O que é a mobilidade especial e quais os seus efeitos práticos

ADENDA (Dia 14):

20120712

Sobre a manifestação (actualizado)

Jornais (apenas alguns links)
Com vídeo:
Fotos:

Blogosfera:

Outros:

Em dia de manifestação

Mais outro texto excelente do Zé Morgado: