Tomáramos nós ver um Fim a isto ... mas não, vamos continuar. E temos pena. E há que retemperar forças para continuar.
Boa noite, bom descanso.
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| http://blasfemias.net/2013/06/17/greve-dos-professores-aceitavel-ou-criticavel/ |
" Pergunto eu, que já vigiei muitos exames, nos quais não me posso sentar por leves 2 minutos, não posso olhar por iguais minutos a paisagem (se existir), onde não convém ter um ataque de tosse, muito menos uma comichão na sola do pé! E hoje, realizaram-se (infelizmente em algumas salas de aula ou algo parecido), exames na maior desordem, sem silêncio ou quaisquer condições. Um exame nacional feito só por alguns? Que coerência e veracidade existe depois disto, que regras, que disciplina? Com que lata me vão pedir para acreditar na credibilidade do exame de hoje??? Que exigências futuras perante tal pândega??? Expliquem-me como se eu tivesse 4 anos!" (Sandra Conde)
"O ministro brincou com os números como lhe deu mais jeito e, como professor de matemática, tinha a obrigação de ser mais rigoroso (!!)
Ora, acontece que também sou professora de matemática, e as minhas contas são bem diferentes:
- dos 75 mil alunos inscritos, 15 mil são do ensino privado... logo realizaram exame;
- dos 60 mil alunos do ensino público, 23 mil não o realizaram, o que significa QUASE 40% DOS ALUNOS!!
Pelo menos seja sério com os números, sr. Ministro!
Já agora, tendo em conta que foram "convocados" 115 mil professores, a conclusão de que a greve rondou os 90% penso que até peca por defeito!" (Por www.facebook.com/paula.decqmota | Via Nuno Coutinho)
"Sendo eu professor da Escola Sá de Miranda, importa fazer um relato daquilo que se passou durante a manhã de hoje, especialmente por três razões: para memória futura; para contrariar alguns badamecos que tudo farão para criar uma "realidade" alternativa que em nada se parece com o que aconteceu; numa tentativa de defender os alunos que foram, sem exceção, prejudicados pela incapacidade e intransigência do Ministério da Educação.
Para início, dos cerca de 300 professores convocados para hoje, apenas cerca de 20 apresentaram-se. A adesão à greve foi superior a 90%, e das 22 salas em que o exame deveria ter sido realizado, decorreu em 7. O Ministro pode dizer que 70% dos alunos realizaram o exame, mas em que condições? E passo aqui a relatar as condições em que os cerca de 120 alunos que realizaram o exame no Sá de Miranda o fizeram. E ressalvo que só falo de situações que vi ou que se comprovam com o relato de vários alunos.
- o toque para o início do exame deu-se às 9h37. Isto não quer dizer que os alunos tenham começado a fazer a prova neste momento, porque alguns professores vigilantes (quase todos do 1º, 2º e 3º ciclo) atrapalharam-se com as versões e, pelo menos numa sala, os exames foram distribuídos 4 vezes;
- os professores da escola reuniram-se no Auditório e, por volta das 10h, um dos colegas que vinha de fora da escola disse-nos que um grupo de alunos (depois verifiquei que seriam cerca de 50) tinham saltado as grades e circulavam pelos corredores das salas onde o exame estava a ser realizado. Logo de seguida, fomos informados (ainda no Auditório) que a PSP tinha sido chamada e estava a circular na escola. Posteriormente os alunos afirmaram (alguns para as câmaras de televisão) que entraram nas salas, incitando os colegas a sair, enquanto os vigilantes fechavam as portas e diziam aos examinandos para continuar o exame. Cantava-se nos corredores a "Grândola, Vila Morena" e pontapeavam-se portas fechadas;
- a PSP demorou cerca de uma hora a conseguir que os alunos que circulavam na escola saíssem. Mesmo assim os alunos pararam nas escadas de acesso para cantar o Hino Nacional;
- apesar dos alunos terem começado o exame com vários minutos de atraso, quando se ouviu o toque do fim das duas horas, já os primeiros examinandos estavam no portão da escola, o que significa que os vigilantes não respeitaram a indicação de fazer todos os alunos esperarem pelo toque para abandonar a sala;
- um grande número de alunos afirmava ter ouvido telemóveis a tocar durante o exame, enquanto outros garantiram que os alunos que estavam a fazer exame comunicaram, sem problemas, o conteúdo do exame para quem estava de fora.
Foi nestas condições que os alunos fizeram o exame. Não sei se terá sido assim para os 70% do Crato, mas, se foi, que grande exame!!!
Há que assinalar também que foi a primeira vez em muitos anos (estou nesta escola desde 2000) que a inspeção não marcou presença no 1º dia de exames. Vá-se lá saber porquê.
Colegas, partilhem, por favor. Estas situações não podem ser branqueadas e não é possível que o Ministério sequer tente falar em "normalidade". " (Alexandre Mano)
Para quem ainda acreditava no rigor e equidade dos exames em Portugal
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| Dados da greve em Coimbra (SPRC) |
Adesão superior a 90%, diz Mário Nogueira. Se quiserem ouvir e comentar, é na TSF : A greve dos professoresA não perder:
O Público está a acompanhar a greve ao minuto.
Os blogues do costume :)Boas ideias:

direções que ameaçam os professores com processo disciplinar,
"É bom que a opinião pública saiba que há reuniões agendadas para hoje, às 22h! Um trabalhador que faça as 40h semanais/8 diárias, não sairia do seu local de trabalho à meia noite, tendo entrado ao serviço às 8.20h da manhã!!! via Ana Isabel " ( Isabel Pedrosa Branco Pires | Facebook )