Só para burros ou muito curiosos. Ou então. É humor.
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| http://blasfemias.net/2013/06/17/greve-dos-professores-aceitavel-ou-criticavel/ |
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| http://blasfemias.net/2013/06/17/greve-dos-professores-aceitavel-ou-criticavel/ |
"(...) Os professores não fazem greve contra os alunos mas em sua defesa. Não o fazem para perturbar as famílias, pois também são pais de alunos com exames, mas porque querem defender o pouco que resta de liberdade num país empobrecido e praticamente saqueado em nome de interesses financeiros ... (...)" (Paulo Guinote)
"(...) Da última vez, quando a bruxa era a Sinistra Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, o Mário Nogueira acabou por trincar a maça envenenada que lhe ofereceram. Esperemos que tenha aprendido a lição e que não vacile. Como pai de alunos que têm exame este ano aqui dou todo o meu apoio à luta dos professores, não só em nome da Escola Pública mas de todo o estado social que esta cambada quer destruir." (João Pestana)"(...) Sr. Ministro Nuno Crato, utilize os seus vastos conhecimentos de matemática e reconheça que o resultado é de soma zero e que quem sairá a perder deste braço de ferro será o senhor enquanto espúrio, porque, como eu, muitos pais estão com a luta dos professores." (Luís Monteiro)
"1. Tenho uma filha que será afectada, pois pelo menos um dos exames coincide com as datas conhecidas.
2. Apoio a greve.
3. Informei a minha filha que o(s) exame(s) que não puder fazer naquele dia(s) certamente que se fará(ão) noutro(s) dia(s).
4. Informei a minha filha que os professores não irão trabalhar naquele dia porque estão em luta pelos seus direitos e que por tal vão perder um dia de salário.
5. Informei a minha filha que não há greves sem prejuízo, nem prejudicados – aliás essa é a força da greve.
6. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, mesmo quando não ganhamos nada directamente pode acontecer que sejamos chamados a lutar pelo que é certo, mesmo com prejuízo em causa própria.
7. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, ninguém pode aceitar como bom, que as famílias partilhem menos uma hora por dia, que se despeçam pessoas aos milhares e se diga que tal é bom, que se trabalhe gratuitamente, que se reduzam remunerações, que se retirem direitos aos fracos quando se engordam os ricos, que se desprezem e menosprezem as pessoas e que se castiguem os que nada fizeram e se dê cobertura aos que a este ponto nos trouxeram.
8. Informei ainda que a possibilidade dela ter de fazer o(s) exame(s) noutro(s) dia(s) representa o(s) contributo(s) dela para uma sociedade justa.
9. Pedi desculpa à minha filha, por não ter sido capaz de evitar que ela, tão nova, tivesse que participar num processo de combate político, mesmo que passivamente. Pertenço a uma geração de inertes, que tudo delegam e depois ousa estranhar a acção dos que diferem e vão à luta.
O mais interessante nisto tudo, é que ao contrário dos doutos egoístas que em vários fóruns vi manifestarem-se, a minha filha, com 12 anos, depois de pensar um pouco disse-me convicta: Faz sentido! Não faz mal. Se não fizer exame naquele(s) dia(s), farei noutro e assim os professores terão lutado pelo que é justo.
Nestas alturas, fico aliviado, pois percebo que ainda temos salvação. Provavelmente, tal só acontecerá na geração que nos segue, mas sempre é melhor do que nada." ( Paulo Bernardo E Sousa @ A Professorinha )
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| @ Juventude às Ruas leva solidariedade a greve de professores! |
Manifesto: Obrigado professoresSem Educação não há país que ande para a frente. E é para trás que andamos quando o governo decide aumentar o número de alunos por turma, despedir milhares de professores e desumanizar as escolas, desbaratando os avanços nas qualificações que o país conheceu nas últimas décadas. Não satisfeito, continua a sua cruzada contra a escola pública. Ameaça com mais despedimentos e com o aumento do horário de trabalho dos que ficam.
Ao atacar os professores o governo torna os alunos reféns. Com menos apoios educativos e menos recursos para fazer face à diversidade de estudantes, é a escola pública que sai enfraquecida. Querem encaixotar os alunos em turmas cada vez maiores com docentes cada vez mais desmotivados. Cortam nas disciplinas de formação cívica e do ensino artístico e tecnológico, negando aos jovens todos os horizontes possíveis.Os professores estão em greve pela qualidade da escola pública e em nome dos alunos e das suas famílias. Porque sabem que baixar os braços é pactuar com a degradação da escola. Os professores fazem greve porque querem devolver as asas aos seus alunos que o governo entretanto roubou. Esta greve é por isso justa e necessária. É um murro na mesa de quem está farto de ser enganado. É um murro na mesa para defender um bem público cada vez mais ameaçado.Por isso, estamos solidários. Apoiamos a greve dos professores em nome de uma escola para todos e onde todos cabem. Em nome de um país mais informado e qualificado, em nome das crianças que merecem um ensino de qualidade e toda a disponibilidade de quem sempre esteve com elas. É preciso libertar a escola pública do sequestro imposto pelo governo e pela troika. Aos professores dizemos “obrigado!” por defenderem um direito que é de todos.Subscritores:António Pinho Vargas, Compositor
Bruno Cabral, Realizador
Camilo Azevedo, Realizador, RTP
Carlos Mendes, Músico
David Bonneville, Cineasta
Eurico Carrapatoso, Compositor
Hélia Correia, Escritora
Leonel Moura, Artista plástico
Luís Varatojo, Músico, A Naifa
Luísa Ortigoso, Actriz
Jacinto Lucas Pires, Escritor
Joana Manuel, Actriz
João Salaviza, Cineasta
José Luís Peixoto, Escritor
José Mário Branco, Músico
José Vítor Malheiros, Jornalista
Marta Lança, Editora e produtora
Messias, Músico, Mercado Negro
Nuno Artur Silva, Autor e produtor
Pedro Pinho, Cineasta
Rui Vieira Nery, Musicólogo
Raquel Freire, Cineasta
Sérgio Godinho, Músico
Valter Vinagre, Fotógrafo.
Zé Pedro, Músico, Xutos e Pontapés.
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Vamos todos dar-lhes uma lição |
"Ao fim de todos estes anos de ressaca é bom ver os professores de novo a lutarem pelos seus direitos e em defesa da escola pública. Não sou professor, mas como pai de alunos que vão ser afectados pela greve quero aqui deixar o meu apoio e a minha solidariedade nessa luta, que como deviam ser todas, é de todos nós. (...)
O único conselho que lhes posso dar é que se unam e não vacilem, nem contra este governo e este sistema, nem na vigilância junto dos sindicatos para que não se repita o que aconteceu no tempo da Bruxa Maria de Lurdes Rodrigues. Não deixem que os sindicatos assinem memorandos de entendimento com o poder sem antes haver uma consulta aos professores e estejam atentos às condições propostas. Não voltem a morder maças envenenadas que vos sejam oferecidas e coloquem a vossa luta ao serviço de todos e de uma luta global. Lembrem-se de tudo o que perderam com a vitória que conseguiram nas ruas e nas escolas. Todos juntos podemos vencer." (Kaos)
"Além das autarquias, vários cidadãos estão a organizar espaços onde as pessoas podem entregar os livros que já não precisam e levar aqueles que lhes fazem falta. No Porto, a iniciativa já é um sucesso." (RTP)
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