Graduates leaving university found it harder to get jobs in 2011 than students finishing A-level courses, as youth unemployment hit its highest level since the 1980s, official data shows.
In 2011, 20% of 18-year-olds who left school with A-levels were unemployed compared with 25% of 21-year-olds who left university with a degree, according to figures from the Office for National Statistics.
Graduate unemployment rates were almost on a par with those for people leaving school with just GCSEs, with 26% of 16-year-olds with these qualifications out of work...
O panorama parece ser semelhante, ou seja, licenciados emigrem, para junto dos pinguins.
20120225
20120224
A Esquerda portuguesa, um contínuo sketch Monty-Python
Abro a edição online de um jornal. Leio o seguinte título: "Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo". Abano a cabeça à imensa hipocrisia que subjaz a este chumbo, espécie de see no evil com
que a classe política portuguesa gosta de disfarçar o seu imenso
avestruzismo, e espreito os parágrafos seguintes, na tentativa de
descobrir com que argumentos patetas se tapou a peneira da discriminação
de orientação sexual desta vez - a tal que a Constituição proíbe, e que
os nossos representantes políticos parecem não ter tido motorista que
lhas lesse.
Vale a pena aqui destacar o seguinte:
A meio da peça, uma meia surpresa: a proposta, avançada pelo BE, e depois pelo PEV, foi chumbada também pelo... PCP. Leio outra vez: uma proposta avançada TAMBÉM pelo PEV foi chumbado pelo PCP. Devo ter lido mal. Continuo. Que afirma, então, o PCP para justificar essa rejeição? Que pode levar um partido de Esquerda a rejeitar uma proposta de dois outros partidos de Esquerda?
Segundo o mesmo jornal, e nas palavras do seu líder parlamentar, o PCP adopta uma posição de, e cito, "prudência construtiva", rejeitando estas propostas em virtude de considerar que esta questão não foi “suficientemente debatida e sedimentada na sociedade”, rejeição esta que "não significa uma posição de rejeição” mas, antes, traduz "a necessidade de prosseguir o debate”.
Há várias coisas que vale a pena destacar:
Vale a pena aqui destacar o seguinte:
- a posição do PSD e do PS, neste âmbito, não surpreende. Para lá da habitual ausência de uma ideologia clara, de um conjunto de valores que possa ser apontado explicitamente (ou seja, o PSD defende clara e continuamente isto e isto, e o PS defende clara e continuamente aquilo e aquilo), e que faz de ambos o típico partido-girassol, nenhum dos dois está verdadeiramente interessado em assumir o ónus da perda de votos futuros e de estima estatística que uma questão como esta, de pura justiça constitucional, acarreta junto de uma população que desconhece a sua Constituição;
- a posição do CDS idem, ainda que mais cómica e hipócrita: para Telmo Correia, a adopção por casais do mesmo sexo “contraria o criador", ficando por saber se o mesmo Telmo Correia, para não contrariar o tal criador, se recusa a usar medicamentos ou vacinas para combater doenças, se nunca trabalha ao Domingo, se pratica sexo apenas para fins procriativos, entre outras alucinantes leis que alguns de nós gostamos de usar na lapela para ser bem aceites no clube de campo, ou num jantar com os sogros, mas não levamos necessariamente a sério quando se trata do nosso conforto.
A meio da peça, uma meia surpresa: a proposta, avançada pelo BE, e depois pelo PEV, foi chumbada também pelo... PCP. Leio outra vez: uma proposta avançada TAMBÉM pelo PEV foi chumbado pelo PCP. Devo ter lido mal. Continuo. Que afirma, então, o PCP para justificar essa rejeição? Que pode levar um partido de Esquerda a rejeitar uma proposta de dois outros partidos de Esquerda?
Segundo o mesmo jornal, e nas palavras do seu líder parlamentar, o PCP adopta uma posição de, e cito, "prudência construtiva", rejeitando estas propostas em virtude de considerar que esta questão não foi “suficientemente debatida e sedimentada na sociedade”, rejeição esta que "não significa uma posição de rejeição” mas, antes, traduz "a necessidade de prosseguir o debate”.
Há várias coisas que vale a pena destacar:
- nunca considerei o PCP um partido ao qual tolhesse a ideia de "prudência" face a reacções da sociedade ou a debates insuficientemente sedimentados. Se há, aliás, ónus tradicionalmente apontado ao PCP é precisamente o facto de preconizar uma transformação social para lá do horizonte da população, elucidando esta quanto às vantagens dessa transformação quando elas não lhe são óbvias. Espera-se que partidos cujo estatuto social e político tem mais a perder com vanguardismos se deixe tolher pela "prudência": no PCP, tal soa a desculpa perigosamente próxima a "o cão comeu o meu trabalho de casa";
- quando, no futuro, outras bancadas rejeitarem propostas do PCP com o mesmo argumento que agora invoca, ou seja, o d"a necessidade de prosseguir o debate” de uma questão que "não foi suficientemente debatida e sedimentada na sociedade”, espero que os seus deputados aplaudam a decisão. Por uma questão de "prudência" mas também de coerência: não podem vilipendiar o conservadorismo imobilista de PS, PSD e CDS, e depois fazer o mesmo;
- é nada menos que vergonhoso que na Esquerda continue a ser mais importante a afirmação própria que os valores que a caracterizam. Fazer cumprir a Constituição não é algo que deva ser debatido para estar mais "sedimentado na sociedade": ou se é pelo Estado de Direito, pela Constituição, pelo Humanismo, ou não se é e podemos então todos abdicar dos mandatos e ir para casa, que não é para servir tão mal a nossa própria História que lá andamos. É este tipo de criancice exclusivista de "a verdadeira Esquerda sou eu" que faz com que seja vista com legítima desconfiança por todas aquelas e todos aqueles que, perante isto, continua a ter todas as razões para não a considerar suficiente madura para assumir qualquer condução política relevante.
É um bocadinho como os blogues e os noticiárioos (whatever)
20120223
Se me repito ... (penso que ninguém daria conta)
Mas, mesmo que me repita, deixo este 'Scriabin'. Que interpretei, com tanto gosto.
Divulgação | Em Defesa do Ensino do Português
Pelo Movimento Cívico de Defesa do Ensino do Português na Suíça
Zurique, 21 de Fevereiro de 2012 no Blogue da Emigração
Já passaram 25 anos.
E o espírito deste homem tem estado sempre presente. E actual.
![]() |
| Print screen do site Esquerda.net |
Homenagens a Zeca Afonso
20120222
Não m'acredito.
| Imagem repescada por ali e que não tem grande (ou pequena ou mesmo nano-) coisa a ver com este post. Ou tem. |
"Estas pessoas são as que tecnicamente estão melhor preparadas para a aprendizagem ao longo da vida e agora vão para o desemprego", alerta o presidente da ANPEFA, Sérgio Rodrigues. (Público)
Lamento o desemprego.
ADENDA: Este post tem a ver com as (não) novas oportunidades.
Da elegância paquidérmica e do flagrante défice oftálmico
Ontem, à semelhança do que tem sido frequente
no noticiário de horário nobre da SIC, Miguel Sousa Tavares afirmou, com
a elegância paquidérmica e flagrante défice oftálmico que caracteriza
as suas intervenções, que (e cito) «o Sindicato dos
Maquinistas é a tropa de choque da Intersindical».
No decurso do mesmo noticiário, Rodrigo Guedes de Carvalho, a quem a fleuma bafeja com frequência mas o cumprimento da audição de todas as partes envolvidas numa peça em condições de igualdade nem sempre, afirmou ter recebido da parte da mesma Intersindical um esclarecimento, negando qualquer filiação do Sindicato dos Maquinistas nas suas fileiras.
Após ter dado palco às posições (manifestamente) infundadas e difamatórias - mas não surpreendentes - de MST, RGC afirmou (e cito) «fica o esclarecimento da SIC e do Miguel Sousa Tavares».
Sobre a flagrante utilização de (longo) tempo de antena para afirmar alarvidades com as quais acabava de ser confrontado e pelas quais era desmentido, RGC disse nada. Nenhum contraditório que se visse. Nenhuma sombra ou espectro de colocação da mentira perante a prova da mesma. Nada. Em horário nobre. Displicentemente. Ou talvez não.
Convidar os pacificadores habituais para induzir ao conformismo e, de caminho, dizer umas alarvidades de gravata, habitual estratégia semiótica de legitimação: eis os media em 2012.
Dar tempo de antena ao disparate infundado, mas "arrumar" o esclarecimento factual (de que o jornalismo antigamente era feito...) com um "aqui fica" resolvido em 2 segundos: eis os simulacros de pivots noticiosos em 2012.
Triste, para não dizer patético. Se "isto" é o jornalismo que resta à Democracia, a Democracia passa bem sem ele. Que saudades de E.R. Murrow...
No decurso do mesmo noticiário, Rodrigo Guedes de Carvalho, a quem a fleuma bafeja com frequência mas o cumprimento da audição de todas as partes envolvidas numa peça em condições de igualdade nem sempre, afirmou ter recebido da parte da mesma Intersindical um esclarecimento, negando qualquer filiação do Sindicato dos Maquinistas nas suas fileiras.
Após ter dado palco às posições (manifestamente) infundadas e difamatórias - mas não surpreendentes - de MST, RGC afirmou (e cito) «fica o esclarecimento da SIC e do Miguel Sousa Tavares».
Sobre a flagrante utilização de (longo) tempo de antena para afirmar alarvidades com as quais acabava de ser confrontado e pelas quais era desmentido, RGC disse nada. Nenhum contraditório que se visse. Nenhuma sombra ou espectro de colocação da mentira perante a prova da mesma. Nada. Em horário nobre. Displicentemente. Ou talvez não.
Convidar os pacificadores habituais para induzir ao conformismo e, de caminho, dizer umas alarvidades de gravata, habitual estratégia semiótica de legitimação: eis os media em 2012.
Dar tempo de antena ao disparate infundado, mas "arrumar" o esclarecimento factual (de que o jornalismo antigamente era feito...) com um "aqui fica" resolvido em 2 segundos: eis os simulacros de pivots noticiosos em 2012.
Triste, para não dizer patético. Se "isto" é o jornalismo que resta à Democracia, a Democracia passa bem sem ele. Que saudades de E.R. Murrow...
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