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20190712
20180730
«Vinte anos, cinco meses e dez dias»
Artigo sobre a importância do Grupo de Recrutamento de Teatro, com o título «Vinte anos, cinco meses e dez dias», publicado no jornal Público a 26 de Julho de 2018.
20180423
Petição pela Criação de um Grupo de Recrutamento na Área do Teatro
A FENPROF e a APROTED redigiram uma petição pela criação de um grupo de recrutamento na área do Teatro e para que os professores destas disciplinas tenham direito à vinculação e à integração na carreira docente.
Esta petição, que pode ser assinada online ou em papel, será entregue na Assembleia da República, depois de recolhidas 4500 assinaturas.
Se concordam com estas reivindicações, assinem, divulguem, ajudem-nos a recolher assinaturas.
20180209
Recenseamento
Quem não tem grupo
De recrutamento
Não tem direito
A recenseamento
(Se eu fosse professor a sério, era capaz de escrever sonetos com decassílabos e tudo; como sou um mero "técnico especializado", só me saem quadras populares.)
20161205
Vinte anos
Como se não bastasse iniciar as negociações com quase 2 meses de atraso,
o Ministério da Educação acha que só deve vincular os contratados com
7300 dias de serviço. Em menos tempo que isso foi o Ulisses à guerra e
veio.
20160411
Não tens grupo, não tens opinião
Soube, através do Blog de Ar Lindo e também através de notícias de jornais, que o Ministério da Educação decidiu fazer um inquérito a professores sobre o currículo dos alunos (pode-se responder até 15 de Abril). Ora, julgando eu, na minha inocência, que era professor, lá fui aos serviços administrativos da escola pedir o código.
Vá-se lá saber porquê, os serviços administrativos e a direcção da escola também julgam que eu sou professor e, como tal, lá me deram o código para aceder ao inquérito. Entrei na página, digitei o código e número de cartão de cidadão e entrei no questionário propriamente dito.
A primeira questão - "eliminatória" - era o meu grupo de recrutamento. O problema? É que não tenho grupo de recrutamento nenhum. Tenho uma licenciatura via ensino, um estágio pedagógico com 18 valores, mas grupo de recrutamento, nicles. Já podia ter sido criado, mas, ao que parece, ainda houve vontade política para tanto.
Não ter grupo de recrutamento é chato. Além da falta de carreira docente e de salário decente, temos de nos sujeitar a concursos por oferta de escola com critérios à vontade de cada direcção (acabou a BCE mas houve muita coisa que ficou na mesma) e agora também não temos direito a opinar sobre as disciplinas que leccionamos.
A questão que se coloca é: então, vai ficar tudo igual nessas disciplinas? Ou haverá alterações, mas sem que sejam ouvidas as pessoas (ia dizer "professores", mas nós somos, obviamente, outra coisa qualquer) que as leccionam? Ou nem sequer se lembraram que elas existem?
Sou favorável a este inquérito, espero que os resultados sejam divulgados e que se traduzam em alterações práticas. Mas, já agora, se não for pedir muito, gostava que TODOS os professores tivessem oportunidade de responder!
20160103
Mudar ou não Mudar
Quem conhece o sistema de ensino português sabe que o mesmo tem sido alvo de experimentalismos, reformas, contra-reformas e outras mudanças que, não raras vezes, deixaram tudo pior ou tudo na mesma. Isto provoca, naturalmente, algumas desconfianças a professores e outros membros da Comunidade Educativa. Há por aí quem defenda a necessidade de estarmos alguns anos sem alterações legislativas para sabermos com o que contar.
Ora, tivesse Nuno Crato feito um excelente trabalho e faria todo o sentido mantê-lo intacto. O problema é que as alterações introduzidas por tal ministro deixaram o sistema de ensino pior. Não fazer nada, em nome da sacrossanta estabilidade, parece-me, no mínimo, irresponsável.
Nuno Crato criou uma reforma curricular que tornou o ensino mais pobre e apenas serviu para poupar dinheiro em salários de professores e para reforçar a ideia populista de que há disciplinas muito importantes e outras que não servem para nada. Deve a actual maioria, em nome da estabilidade, deixar tudo na mesma?
Nuno Crato alterou as regras dos concursos de professores, criou a BCE e manteve (ou criou) práticas duvidosas nos concursos por oferta de escola. Deve a actual maioria, em nome da estabilidade, deixar tudo na mesma?
Deve-se, em nome da estabilidade, manter metas como «Ler corretamente, por minuto, no mínimo 40 palavras de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente»? E como se faz isto na prática? Como é que um professor vê se as palavras são apresentadas "quase aleatoriamente" ou "muito longe do aleatoriamente"?
Já agora, deve-se, em nome da sacrossanta estabilidade do sistema de ensino, manter-se a instabilidade laboral de imensos professores contratados há 10, 15, 20 anos?
Sou contra o extremismo do "mudar por mudar", mas também sou contra o extremismo do "não se mudar nada", principalmente quando ainda estamos a sofrer com as medidas do XIX Governo. O que é preciso é que se faça uma avaliação justa do que deve manter-se e do que deve alterar-se e prosseguir com as reformas necessárias, sem medo de mudanças!
20150401
Crato e os Ais
O Crato só deseja
Disciplinas fundamentais
Disciplinas essenciais
Disciplinas centrais
A cabeça do Crato
Nunca dará para mais.
(Inspirado pela releitura disto).
20140402
20120818
Guerrinhas
A política educativa é tão grave que exige, no mínimo, uma união firme de todos nós contra ela. Não falo apenas dos professores, mas nós temos obrigação de estar na linha da frente dessa luta.
Em vez disso, há muita gente a perder tempo com guerrinhas patéticas em busca de protagonismos vãos, como muito bem denuncia este post da Moriae.
Podia-se dizer muita coisa sobre essas pequenas guerras, mas nada demonstra tão bem o quão ridículas são, como este vídeo, retirado do filme «A Vida de Brian» dos Monty Python.
Com isto tudo, o Nuno Crato tem bastantes razões para esfregar as mãos de contentamento.
20120731
31 de Julho
E pronto, acaba-se hoje o contrato. Amanhã vou tratar do subsídio de desemprego (se tal coisa ainda existir). Setembro é, como sempre, uma grande incógnita. Como prova de que as coisas não vão bem, até dei por mim a reescrever letras do Quim Barreiros. De qualquer maneira, a situação educativa em Portugal é tão foleira, que até faz algum sentido.
31 de Julho
(versão profs. contratados)
Qual é o melhor dia p'ra acabar
Mesmo sofrendo um desgosto
O trinta e um de Julho,
E o desemprego entra a gosto.
Qual é o melhor dia p'ra acabar
Mesmo sofrendo um desgosto
O trinta e um de Julho,
E o desemprego entra a gosto.
Seja ciclo ou secundária
Ou até profissional
Precariedade é palavra de ordem
Não queiras ser um prof normal
Sejas velho ou sejas novo
Tu não vais efectivar
Só podes dar dezoito horas
E é se as conseguires apanhar
Qual é o melhor dia p'ra acabar
Mesmo sofrendo um desgosto
O trinta e um de Julho,
E o desemprego entra a gosto.
(versão profs. contratados)
Qual é o melhor dia p'ra acabar
Mesmo sofrendo um desgosto
O trinta e um de Julho,
E o desemprego entra a gosto.
Qual é o melhor dia p'ra acabar
Mesmo sofrendo um desgosto
O trinta e um de Julho,
E o desemprego entra a gosto.
Seja ciclo ou secundária
Ou até profissional
Precariedade é palavra de ordem
Não queiras ser um prof normal
Sejas velho ou sejas novo
Tu não vais efectivar
Só podes dar dezoito horas
E é se as conseguires apanhar
Qual é o melhor dia p'ra acabar
Mesmo sofrendo um desgosto
O trinta e um de Julho,
E o desemprego entra a gosto.
P.S: bem sei que este blogue merece melhor. Da próxima vez esforçar-me-ei mais.
20120720
«Professores expulsos do Parlamento após protesto»
Andam por aí notícias a dizer que ontem à tarde os professores foram expulsos das galerias do Parlamento por ordem de Ribeiro e Castro. Não é bem verdade. Os professores foram de facto expulsos, mas Ribeiro e Castro, como se pode ouvir na gravação, não o ordenou.O homem apenas disse «peço às autoridades que evacoem as galerias». Como a palavra «evacoem» não existe, na verdade, não houve ordem nenhuma.
Para contextualizar, pode-se explicar que muitos deputados da maioria para lamentar (desculpem, parlamentar) disseram que há disciplinas mais importantes que outras (se tivessem lido o Eça, saberiam que já ele gozava com essa idiotice) e que umas das «essenciais» era a Língua Portuguesa.
Pessoalmente, considero gravíssimo mandar um aluno para a escola dizendo-lhe que umas aulas são importantes e outras nem por isso. De resto, concordo que um bom domínio da Língua Portuguesa é fundamental e, tendo em conta que houve outros deslizes graves (Michel Seufert disse, por exemplo, que a Reestruturação Curricular permitirá ter alunos "melhores preparados") tenho uma proposta a fazer à AR: aulas de Português para os deputados, já!
E também recomendo aulas de voz ao Dr. Crato, que aquele estilo "Victor Gaspar" está tão ultrapassado quanto as ideias de ambos!
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