20120902

Engolir a laranja envenenada


A lista de professores colocados, ontem conhecida, representa uma redução de 40,5 por cento (menos 7.571 docentes) face à de Agosto do ano passado, segundo contas da Fenprof, que classificou estes números como sendo «de uma violência atroz».
De acordo com o líder da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, que falava em conferência de imprensa no Porto, após uma primeira análise dos números, só a renovação de contratos caiu 43,5 por cento (menos 4.471), em relação a 2011. Seguem-se agora colocações via bolsas de recrutamento que, se caírem na mesma proporção, permitem antecipar, na leitura sindical, a exclusão do sistema de 15.000 a 18.000 professores.

Quando a Sinistra Ministra estava no poder a luta contra o processo de avaliação e a destruição da Escola pública foi encabeçada pelo Mário Nogueira que rapidamente se viu ultrapassado pela união dos professores e de muito movimentos que criaram. Por duas vezes Lisboa foi palco de gigantes manifestações que fizeram com que finalmente se sentisse uma réstia de esperança e de acreditar que ainda havia poder na luta das pessoas para fazerem recuar as politicas do então governo de socretinos. Depois de ver os governos atacarem os direitos dos cidadãos e de as lutas sindicais não o conseguirem impedir finalmente se provava que havendo vontade tudo era possível. A Sinistra Ministra estava derrotada. Inesperadamente, ou talvez não, surge a noticia de que o Mário Nogueira tinha assinado com o governo um Memorando de Entendimento, que se minimizava as medidas da Ministra, lhe possibilitava a continuidade de existência bem como das suas politicas. Assim morreu uma luta que estava ganha e se desmobilizou os professores. Hoje, após a chegada deste governo e deste DemoCrato que ocupa o cargo de Ministro os professores sentem na pele o resultado dessa derrota e dessa desmobilização. Os professores que conseguiram colocação não a querem colocar em risco, os que vão para o desemprego estão sós e sem esperança. E agora Mário Nogueira?


20120901

Vou andando ...

Antes de tudo, para os colegas que ontem ficaram de fora, um abraço solidário e os votos de que as coisas ainda se resolvam.

Bom, já tomei a decisão há uns dias mas tenho esperado pelo momento em que me apetecesse escrever sobre o assunto. E chegou.

Vou retirar-me deste tipo de activismo, refiro-me ao Demo Crato e a blogues do mesmo tipo. Não tenho saúde para isto e francamente, apesar de algumas coisas boas, paga-se um preço grande por se ser aguerrida.

A quem por aqui tem passado e algumas pessoas, com carinho e amizade, um abraço enorme.

Pode ser que um dia, noutro lado, com outro formato, reinicie alguma coisa mas para já, tenho de me curar e de tentar esquecer alguma mágoa associada.

Bem-hajam!


20120830

A educação...




Lá vão duas...

... Três pombinhas a voar. Uma é minha, outra é tua, outra é de quem apanhar.

Os procedimentos e justificações do IEFP é o que parecem, canções de embalar.

Transcrevo mais um caso de "outros conhecimentos", via Tugaleaks:

[...] 
No final do dia em que foi publicada a notícia duas fontes anónimas contactaram o Tugaleaks com um outro anúncio também em Tavira – aparentemente a cidade onde os empregos estão previamente oferecidos – que é ainda mais grave que o anterior. Uma delas tirou um print “a tempo”, horas antes do nosso post do primeiro emprego-oferta.
No anúncio é apresentado o nome do candidato e também o “CC” que se assume ser o Cartão de Cidadão, isto claro, para não haver enganos.
 
IEFP: mais um emprego garantido para Ana Margarida de Brito Batista
 
As declarações proferidas que dão como normal e legítimo este procedimento ofendem não só cada e qualquer Português desempregado como os empregados. Ofendem a nação, o livre acesso ao emprego, a ética e os bons costumes. Também a colocação de dados pessoais na Internet por parte da entidade e com a conivência, directa ou indirecta do IEFP, mostra a desorganização institucional que existe naquele instituto. [realce meu]
[...]

 

20120822

Diz o roto ao nu ...

Conta-nos o Expresso, que o PS enuncia os «cinco erros crassos que estão a destruir o emprego em Portugal».

Eh pá (como dizia o ex-presidente Sampaio), eu não sou pró-PSD nem pró partido algum, mas esta demagogia da "oposição" - principalmente do partido que esteve no poleiro e que muito ajudou a cavar a sepultura - já causa náuseas.

Se estes politiqueiros, em vez de papaguearem, tivessem feito alguma coisa de jeito, ainda vá que não vá, mas assim... Haja paciência!

«Cala a boca ó piegas!»


Via Facebook: Ricardo Campus 

@rtes: butterflies