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Pedro Bacelar de Vasconcelos - Jornal de Notícias |
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20120706
20120702
A Alemanha no seu pior ... Direitos Humanos para quê?
Assunto: ‘ roda dos enjeitados’
E quem lidera esta prática indecente e desumana? Imaginem ... :
Fonte: Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas
Mais sobre o assunto:
"(...)Um artigo de um investigador britânico colocou Portugal na rota dos países que possuíam ou estão a criar a roda dos enjeitados moderna. Ao longo de dois anos, Kevin Browne e a sua equipa estudaram a forma como os países europeus lidam com o abandono de crianças e concluiu que 11 países da União Europeia possuem esse “mecanismo” de abandono anónimo de crianças, muito usado nos séculos XVII e XVIII. Panorama confirmado pelas próprias Nações Unidas, que se mostram preocupadas com o regresso de uma “prática que contraria o direito da criança”. (...)" (Diário de Notícias | A ‘ roda dos enjeitados’ voltou em força à Europa)
"Caixas para o abandono de bebés por país:
Alemanha – 99
Polônia – 45
República Tcheca – 44
Hungria – 26
Eslováquia – 16
Lituânia – 8
Itália – 8*
Bélgica – 1
Holanda – 1**
Suíça – 1
Vaticano – 1
Canadá – 1
Malásia – 1"
Fonte: Comité dos Direitos das Crianças das Nações Unidas
Mais sobre o assunto:
- Práticas medievais na "moderna" Europa
- O regresso da roda dos bebés enjeitados
- Bebês abandonados em rodas modernas
- Espanha: Igreja roubou 300.000 crianças em 30 anos
- Polêmica no JAPÃO-Hospital católico inaugura "roda dos enjeitados"
- A proteção à infância como pressuposto da cidadania: reflexões sobre a aprovação prática do Parto Anônimo
Anthony Atkinson | Mais impostos, menos cortes.
No Público de hoje, Anthony Atkinson:
"(...) É desonesto reduzir a dívida nacional para ajudar os nossos filhos e netos e, ao mesmo tempo, passar-lhes um país sem bons hospitais, escolas ou estradas e onde não lhes são dadas oportunidades para trabalhar. As suas vidas serão afectadas para sempre. (...)
"A Alemanha expandiu o emprego, criando muitos empregos mal pagos. Como pôde isso acontecer? Por política deliberada. Cortando nos subsídios de desemprego para encorajar as pessoas a aceitar salários mais baixos. Mas, ao mesmo tempo, criando empregos mal pagos. E também tomando medidas para que a negociação colectiva se tornasse menos importante. E ainda pela privatização de um número considerável de sectores. Muitas dessas medidas fizeram, nos últimos dez anos, com que subissem os baixos níveis de pobreza da Alemanha. E como se trata de um grande país, isso significa que, no seu todo, o mesmo aconteceu à Europa. E acabou por encobrir as melhorias observadas, por exemplo, em Portugal, Reino Unido e num número considerável de países. Mas diz-se que essas medidas ajudaram a Alemanha. Há um conflito entre competitividade e coesão social? Não penso que tenha de haver. Os custos do que foi feito é que não foram tidos em conta. O que se pensou foi que era só necessário criar empregos. Acho que é perfeitamente possível combinar esses dois aspectos. Mas não acho que se consiga reduzindo a protecção social, como fizeram. E essa foi a receita política recomendada pela OCDE noutros países. Mas acho que a própria OCDE já se apercebeu de que não resultou."
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