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20120718

Fenprof acusa Nuno Crato de estar a mentir (JN)




Destaque no jornal A Bola: «Fenprof apresenta lista de professores na rota do desemprego» - JN

 Site do JN: Várias escolas perdem mais de metade dos docentes para o desemprego

Mais razões?


 

Não se percebe ...

"O ministro esclareceu que os docentes com horário zero poderão ser retirados do concurso de mobilidade para desenvolverem actividades de apoio ao sucesso educativo, que contarão como componente lectiva, com vista “à integração completa de todos estes professores”. Os directores serão informados hoje através de uma circular, acrescentou.
(...)

Mas, ontem, o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, também presente na conferência de imprensa, indicou que já este mês os professores que foram assinalados como tendo horário zero poderão voltar a ter componente lectiva atribuída e serem retirados, assim, do concurso para a mobilidade interna. " (Público | Crato tenta sossegar professores, mas por enquanto sem aplausos)
Para quê esta confusão toda? Ora manda para concurso, ora tira de concurso ... Uma coisa é certa, já percebemos que não vamos dar aulas daquilo para que fomos formados e onde temos maior experiência. É claro que somos versáteis (ou não conseguiríamos ser professores do básico e secundário) mas, é mauzinho andar a fazer experiências, deste modo, com as pessoas.

Print screen do Público

 Nota à imagem em cima:
O ministro ainda não evitou nada porque para todos os efeitos esses docentes ainda se encontram em processo de concurso à tal mobilidade. Ou seja, ver para crer, ok? E cá para mim, o processo não vai ser tão simples como O Demo Crato nos quer fazer crer.

Em suma, e como diz Mário Nogueira:
“os contratados continuam no desemprego e os professores do quadro perceberam a situação de fragilidade em que se encontram”. (Público)
De leitura obrigatória:
E mais uma vez, apelo à vigília de hoje. Alerto para a hora de Coimbra, que foi alterada. O encontro é às 19h tendo em vista estar-se presente às 22h e pela noite dentro (para os mais afoitos):



20120717

Despedidos não, mas sem horários sim?


O ministro da Educação diz que não haverá professores desempregados por causa da redução dos horários graças à reorganização curricular e diversificação da oferta formativa. Nuno Crato prometeu esclarecer esta questão numa conferência de Imprensa ainda durante o dia de hoje.

20120715

Sobre as guerrinhas muito cínicas entre professores

Ultimamente tenho assistido a bombardeamentos de comentários sobre aquilo que está a acontecer a professores do quadro com 15, 20, 25 ou 30 anos de carreira e que se deparam com horários zero e obrigados a concorrer a Destacamento por Ausência da Componente Lectiva (DACL). Os emissores são na sua maioria professores novinhos, contratados ou os seus tios, pais, amigos ou outros que, sem tanta proximidade, gostam, na mesma, de ver a desgraça a abater-se sobre esses privilegiados professores que agora vão saber como é (...).
"(...)O que se ouve, em off e com recomendação de completa clandestinidade das fontes, sobre a forma como isto está a ser tratado ao nível das estruturas centrais e regionais do MEC é aterrador e profundamente desrespeitador da dignidade pessoal e profissional dos docentes. Tanto mais grave quando os comentários jocosos e as atitudes de desrespeito surgem de outros docentes que (por agora) se sentem a coberto das consequências dramáticas deste tipo de decisões, não se lembrando que serão descartáveis logo que seja necessário.(...)"
Vale, como sempre, ler o post do Paulo com atenção porque retrata exactamente o que se está a passar, que é, como ele diz:
" o que se está a passar com a definição de horários-zero neste final de ano lectivo é algo vergonhoso e obsceno, um exercício espúrio, moral e eticamente inaceitável, de engenharia profissional em que um MEC sem capacidades de planeamento anda a brincar com a vida profissional, pessoal e familiar, daqueles que deveria saber mobilizar para uma melhoria da Educação, não para o objectivo mesquinho da Educação possível com o preço mais baixo."
E deixo um apelo aos professores contratados para que pensem melhor antes de começarem a atacar/achincalhar os colegas do quadro. Essa relação de amor ódio não leva a nada. Amor a um tal lugar que ambicionam e ódio a quem o tem. Continuam sem perceber que o mal que nos acontece será a dobrar para eles. 

Estou cansada de ser alvo de piadinhas e cinismos por parte destes colegas. Tenho lido estas parvoíces em conversas onde estou presente e noutras, em que falam uns com os outros, desses 'velhos' incompetentes que são os professores do quadro. Não tenciono deixar de lutar por uma educação melhor mas, a partir de agora, terei cuidado quando estiver ao lado dos professores contratados. Não vá o diabo tecê-las ...

Por fim, tenho a consciência tranquila porque, já sem falar em blogues anteriores e.g. 'A Sinistra Ministra' e 'a nossa senhora das aventuras'), neste blogue temos dado atenção às questões que lhes dizem respeito. Basta procurar-se a tag contratados, entre outras pois nem sempre (falo por mim) me lembro de colocar as tags ou etiquetas devidamente. Por outro lado, manifestei-me publicamente inúmeras vezes por todos nós. Tenho tentado ajudar quem posso. 

Deixo um link aqui da casa, ilustrativo. Há muito mais mas não me apetece dar maior voz a tamanha pequenez de mente:

20120713

Pois é ... Já se sabia que a 'coisa' se iria aproximar desmesuradamente.

Pelo menos, estava avisada. Andamos há anos a antever estas coisas. E sabíamos que nos iria acertar. E não foi por isso que lutámos, porque antes destes episódios (muito pouco exclusivos), já imaginávamos o fim da Escola Pública e o fim de uma Educação com qualidade.
Quem éramos nós? Professores, pais, alguns sindicalistas, alguns políticos, algumas poucas pessoas ou todos nós, pessoas com força insuficiente. Continuamos, alguns de nós. A esses, o maior bem-haja que possa conceber.
Transcrevo um mail, uma informação que significa o princípio de uma etapa nova e que espero superar com dignidade:
"Informamos que por não ser possível garantir, neste momento, a atribuição de componente letiva, ou por se ter candidatado à mobilidade por doença, o seu nome foi inserido na aplicação de indicação de componente letiva (ICL), pelo que terá que aceder ao concurso por ausência da componente letiva (DACL)." (Director do meu Agrupamento)
ADENDA (19:32):
Leitura recomendada, por demais actual, de 11 de Julho do ano passado:
"Diversos professores têm perguntado como se aplicam as regras da mobilidade especial para melhor compreenderem o que poderá estar em preparação para os que, sendo dos quadros, no próximo ano venham a ficar em “horário-zero”.(...)" (SPRC)
Ler tudo em O que é a mobilidade especial e quais os seus efeitos práticos

ADENDA (Dia 14):

20120712

Não percebo a lógica ...

A não ser a de abreviar o processo de despedimento (ou mobilidade) do docente. Digo isto porque soube há pouco que os docentes que concorreram a DCI (Destacamento por Condições Específicas) são considerados horário zero e terão de concorrer a DACL (Destacamento por Ausência da Componente Lectiva).