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20111216

com a dita 'folga' [almofada ou outra denominação] isto não deve ser problema para o governo... 'tá bem de ver...!

"Com a fuga aos certificados de aforro sem dar sinais de que irá abrandar, o Governo arrisca-se a chegar ao final do ano com ainda menos dinheiro. A análise mensal da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) sobre a dívida pública deixou o alerta: até Outubro, os resgates líquidos dos certificados de aforro correspondem a 87% do que estava previsto para todo o ano, o que deixa o Governo com uma margem curta para os últimos dois meses de 2011."

20111204

vergonhoso... e com nome... ppc e o orçamento de 2012...!

somos espoliados em nome sabe-se lá de que princípios e por conta da 'crise'... que afinal parece não ser tão 'evidente'... 

quanto às afirmações despudoradas deste novo 'pinóquio'...:

"há um excedente de dois mil milhões para injectar na economia..." 

convém perguntar... almofadas aonde...? e por que estão[vam] escondidas...? e o que mais irá dar à luz do dia, em termos austeritários...?

segue na linha da negociata da transferência dos fundos da banca 'privada' para a segurança social...! da 'redução' do défice e da economia virtual... claro, da 'socialização' dos prejuízos para os contribuintes futuros...

só pode...!


20111125

números aterradores... e não fiquei esclarecido... pagamos cerca de 50% de juros...? ou não... ?

"Ora, façamos umas contas simples. O PIB português é de 170 mil milhões de euros. Tendo em conta que do total dos 78 mil milhões que constituem o pacote de resgate um terço é proveniente do FMI e dois terços da União Europeia, significa isso que o empréstimo externo terá uma maturidade média de dez anos e meio. Ou seja, só em juros, pagaremos anualmente mais de 3 mil milhões de euros (1,9% do PIB). E, como se não bastasse, há ainda que computar a factura anual referente à amortização do capital: 7 mil e quatrocentos milhões (4,3% do PIB) por ano, que algum dia teremos de amortizar. Tudo somado – e sem contabilizar outros juros e amortizações de outros empréstimos tomados pela República Portuguesa e que ainda não estão vencidos –, estamos a falar de mais de 10 mil milhões de euros anuais (mais de 6% do PIB) durante os próximos dez anos!"


por esta via.

20111120

já somos os que menos 'investem' em educação [na ue...]... copiando exemplos daqui...?

parece que eles [no mec] gostam dos 'avanços' dos liberais estadounidenses... quando falamos de educação e de orçamentos...

ficamos eternamente gratos...!

"According to the budget office, education funding would be subject to reductions ranging from 7.8 percent (in 2013) to 5.5 percent (in 2021)."

20111119

orçamentos da educação... cortes são estupidez tacanha dos políticos... não leram aristóteles...!

de facto parece não haver grandes diferenças entre este cantinho plantado à beira do atlântico, em que os cortes se aproximam de limites próximos do insensato [e do indigente], e o gigante que jaz na outra costa... que faz exactamente a mesma coisa.

políticas públicas de educação são menosprezadas, os orçamentos são meros instrumentos de ajustamentos de balanço zero e não se consideram como o necessário investimento no progresso e conhecimento da nação...!

desgraça das gerações vindouras...

"As if children and families were not suffering enough during this economic downturn, many states are choosing to balance budgets on the backs of children and to shift more costs away from government onto children and families who have fewer means to bear them. That is a shameful trend in public education today."

por aqui

actualizando, a 20 de novembro:

"Durão Barroso anuncia reforço do investimento na Educação

No encerramento da Conferência, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, anunciou um reforço no investimento em Educação e Formação Profissional. Ao todo "serão 15, 2 mil milhões de euros no âmbito do próximo programa-quadro financeiro da União Europeia, o que significa um aumento de 68% deste tipo de despesa", afirmou Durão Barroso. "Propomos igualmente dedicar 80 mil milhões de euros ao financiamento da investigação e inovação, o que representa um aumento de 46% para o novo programa -quadro Horizonte 2020", acrescentou. "Todos sabemos que a consolidação orçamental e as reformas estruturais são necessárias para estabilizar as nossas economias, mas sabemos também que a realização de cortes errados nas despesas pode simplesmente fazer a Europa entrar em recessão", sustentou Barroso. "Não é inteligente cortar na educação e na ciência", disse ainda."

daqui.

20111112

actualizando... ainda a propósito da resposta à crónica de jmf...

deixei aqui uma breve reflexão sobre a dita crónica...

como me considero [e tento ser...] uma pessoa minimamente informada hoje fui comprar o expresso, o que raramente faço, dado ter sido publicado um conjunto de informações sobre a educação 2012 [talvez mais tarde, depois de digerir a coisa, volte ao assunto...] e...

eis que numas das páginas de economia vem a crónica de manuela ferreira leite, sobre a importância dos argumentos, que li pelas 17,30 horas...

e não é que ela [que já foi 'nossa' ministra e, também das finanças...] só vem reforçar o que deixei como opinião, lá para trás...!

espanto meu, que não sou propriamente versado em economia, pública ou privada...!

 

20111111

cá por coisas... então não é que os lobbies marcam e o governo agacha-se... bem de cócoras!

causa-me sempre uma certa impressão os avanços que o governo promete e a qualidade dos recuos que produz...

e o pior é que com esta agenda mediática devem pensar que andamos todos a dormir...
se não vejamos:

já se fala à boca cheia que o orçamento do próximo ano 'vai derrapar'... [e ainda falavam de almofadas], 
os lobbies fazem valer não sei que direitos, que a generalidade da população não tem [pelos vistos] e o governo põe-se de cócoras...

e nós é que somos parvos pois vamos [continuar a] pagar com língua de palmo...!

isto pela amostra que aqui fica:

"Desde que arrancou a "colheita" orçamental, a 17 de Outubro, Passos já deixou pelo caminho alguns ingredientes com que contava para "cozinhar" a consolidação exigida pela troika para 2012. Se, aparentemente, alguns caíram apenas por um esquecimento inicial, outros acabaram por ser atirados "borda fora" por acção directa das partes interessadas. O caminho parlamentar só agora vai começar..."