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20120310

O endividamento dos estudantes, um caso de financiarização da vida

1 - O patrocínio da ideia
2 - Para quem é o negócio?

http://www.slideshare.net/durgarrai/o-endividamento-dos-estudantes-um-caso-de-financiarizao-da-vida-11953027

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Este e outros textos em:

20111223

perguntar... alguém se 'ofende'...?

há uns tempos atrás questionava-se a 'pequenez' do nosso governo [inoperacionalidades 'congénitas' de gestão]... afinal sempre são doze ministros e uma 'caterva' de secretários de estado [nem me vou dar ao trabalho de os contar]...

vem agora o governo espanhol tomar [já tomou] posse 'só' com treze ministros...?

e quarenta e cinco secretários de estado [pelo que ouvi, se é que ouvi bem...]...

se tomarmos em linha de conta o rácio de habitantes por ministro, quantos é que nós podíamos [devíamos] ter, em funções...? e não chegavam...?

é sempre bom saber...!

20111216

com a dita 'folga' [almofada ou outra denominação] isto não deve ser problema para o governo... 'tá bem de ver...!

"Com a fuga aos certificados de aforro sem dar sinais de que irá abrandar, o Governo arrisca-se a chegar ao final do ano com ainda menos dinheiro. A análise mensal da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) sobre a dívida pública deixou o alerta: até Outubro, os resgates líquidos dos certificados de aforro correspondem a 87% do que estava previsto para todo o ano, o que deixa o Governo com uma margem curta para os últimos dois meses de 2011."

20111209

andamos a discutir 'amendoins'... ou o problema são mesmo as pontes...?

"Uma Ponte ou uma Tolerância de Ponte têm os chamados “custos de incerteza”, ou seja, os custos que resultam da duplicação de esforços e/ou de despesas para a aquisição de um bem ou de um serviço, pois não se tratando de um encerramento (como no feriado) não se sabe se o serviço ou empresa está ou não encerrado. Se um feriado tem custos de perda de produção (ou melhor dizendo, de produtividade bruta) na ordem dos 37 milhões de euros, os dias de ponte e de tolerância de ponto têm um custo, no mínimo, de um valor equivalente ao dobro. Nessa medida, e na óptica atrás referida, é muito mais importante tratar da questão das pontes e das tolerâncias de ponto do que dos feriados."

a ler a entrevista, aqui.

e afinal os feriados, cada um deles, 'vale' só 37 milhões...!

20111207

parecer e ser... mais papistas que o papa... isto é para endrominar quem...? o zé povinho...?

"Tendo em conta que o dia de Natal e o de Ano Novo são este ano ao domingo, o Governo diz não haver razão para dar tolerância de ponto aos funcionários da administração pública."

aqui

uma das piadas do dia, só pode...!

20111112

a propósito de uma crónica do jmf... desculpas com falácias à mistura...! o funcionalismo público em causa...

não tenho de pedir desculpa [como o paulo guinote fez, ironicamente, aqui] por ter opinião divergente do signatário desta crónica, que há algum tempo vem manifestando posições claramente 'contra' o funcionalismo público... e, não bastas vezes, pouco contra a administração e gestão do estado e da coisa pública, o que, penso, não é 'normal'...

por exemplo, os avanços e recuos deste governo não são para aqui chamados mas respeitam à boa 'governação' da coisa pública, sem peias e achaques de modismos neoliberais mas tão só de cedência aos grandes interesses e ao capital especulativo... disso ele não fala...!

a pecha público versus privado não pode ser reduzida à mera leitura de números [mesmo que indicadores ou rácios] descontextualizados e estabelecer comparações genéricas de universos que não são comparáveis entre si [ estou a pensar em médicos e enfermeiros, advogados, juízes, engenheiros, gestores, etc... e funcionários e quadros dos institutos públicos, empresas de transportes, etc...]... tout court...!

portanto estamos perante um quadro corporativo que, em bastantes casos, tem um poder 'negocial' imenso [nem me vou dar ao trabalho de os evidenciar... eles são notórios!]...

quanto a horários de trabalho trabalhamos acima da média europeia, apesar do funcionalismo ter uma jorna de '35 horas' portanto abaixo da média de outros sectores... inegável mas... e aqui a porca torce o rabo.

cita-se um relatório de 2009, por exemplo, para extrapolar o facto de, considerando o factor remuneratório horário, o funcionalismo perceber cerca de 25% mais que o sector privado... mas isso acontece [deverá acontecer] em extractos do funcionalismo com as mais baixas qualificações, salvo excepções que poderão ser na classe docente, a título de nota...

e é nesses extractos que está a maior fatia dos desvios..., pois o resto do funcionalismo é altamente qualificado e, na maior parte dos casos, ganha muito menos que no sector privado, para as responsabiidades e competências que tem...

vejamos o caso dos professores, que é aquele que me diz respeito... já aqui demonstrei o esbulho sistemático que o ministério tem vindo a fazer ao trabalho docente não remunerado, que equivale, grosso modo, a um salário bruto anual de um qualquer índice remuneratório, para já não falar dos sucessivos congelamentos de progressão na carreira e dos cortes de vencimento que por aí grassam... e vão continuar...!

então no privado pagam menos...? pagam, apesar de as grelhas estarem a aproximar-se da da função pública...!

mas, e então porque é que pagam menos...? o custo por aluno no privado é de 125 euro, segundo foi afirmado publicamente há poucos dias... se não pagam mais é por questões de 'mercado', poderão dizer... mas a coisa é mais clara e objectiva... o lucro [ainda por cima, muitas vezes, financiado a expensas públicas via contratos de associação e outros...]...!

afinal em que é que ficamos...?
equidade e distribuição dos sacrifícios... ?

ps.
não percebi muito bem o que é que tem o desemprego a ver com a questão, para além do facto de 'ser difícil' despedir na função pública...! 
culpa de quem...? de quem governa, tão só...!
incompetentes há-os em todos os lados e devem ser todos banidos...


20111111

cá por coisas... então não é que os lobbies marcam e o governo agacha-se... bem de cócoras!

causa-me sempre uma certa impressão os avanços que o governo promete e a qualidade dos recuos que produz...

e o pior é que com esta agenda mediática devem pensar que andamos todos a dormir...
se não vejamos:

já se fala à boca cheia que o orçamento do próximo ano 'vai derrapar'... [e ainda falavam de almofadas], 
os lobbies fazem valer não sei que direitos, que a generalidade da população não tem [pelos vistos] e o governo põe-se de cócoras...

e nós é que somos parvos pois vamos [continuar a] pagar com língua de palmo...!

isto pela amostra que aqui fica:

"Desde que arrancou a "colheita" orçamental, a 17 de Outubro, Passos já deixou pelo caminho alguns ingredientes com que contava para "cozinhar" a consolidação exigida pela troika para 2012. Se, aparentemente, alguns caíram apenas por um esquecimento inicial, outros acabaram por ser atirados "borda fora" por acção directa das partes interessadas. O caminho parlamentar só agora vai começar..."