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20120121

Assunto delicado

Nunca o cancro matou tanto, é o título de uma notícia do jornal Expresso (da jornalista (Joana Pereira Bastos) onde se pode ler que:
"Apesar da evolução nos tratamentos, o número de mortes por cancro não para de aumentar em Portugal. Em 2010, quase 25 mil portugueses morreram com um tumor maligno, o valor mais alto alguma vez registado. Os dados publicados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística revelam um aumento de 12% nos últimos cinco anos.  (...)"
As pessoas devem estar conscientes destes valores e apostar na prevenção. Para isso, há que investir numa Educação para a Saúde, pelo que não me parece estar, com este post, a fugir à temática principal do Demo Crato. Deixo mais uma opinião: será bom para todos e cada um perceber que o que aconteceu com a nossa colega Maria Manuela Jácome é muito grave. E que a professora, apesar de todo o sofrimento, tempo perdido, dinheiro gasto, acabou por ter sorte. E é terrível considerar que 'teve sorte' já que ... mais não foi feito do que receber, com enorme atraso e perdas, algo a que tem direito.

Infelizmente, muitos colegas faleceram sem que justiça fosse feita (não serão esquecidos!). Foi o caso do nosso colega Artur José Vieira da Silva. A Manuela Estanqueiro e a Maria Cândida Pereira, também morreram sem a ajuda a que tinham direito. E o João Quental, por falta de resposta médica ...

Por tudo isto, abram 'a pestana' e reflictam sobre estas coisas que não acontecem só aos outros.


Posso deixar também um conselho, adquirido por experiência: ouçam o vosso corpo, estejam atentos aos seus chamamentos, sinais, indicações. E não hesitem, se acharem que algo não está bem. Esta atenção, pode fazer grande diferença. A mim, salvou-me a vida. Reparem:
"(...)“Ainda temos muitos doentes que nos chegam com tumores em estádios avançados. Em comparação com a Europa, Portugal está atrasadíssimo. [Ana Miranda, diretora do Registo Oncológico Regional do Sul]”  (...)"
Nota final: ... escrever sobre este assunto e deixar estes alertas não é ser melodramática ou o que for ... Estas coisas existem e devem ser faladas, pensadas e desdramatizadas também, ok?

E pronto, um bom fim-de-semana para tod@s! 

20120117

Estarrecida!


"(...) Segundo estudos do Instituto Nacional Ricardo Jorge, Portugal está entre os dez países da União Europeia com maior índice de obesidade infantil: “Os estudos nacionais apresentam que uma em cada três crianças tem pré-obesidade ou obesidade, ou seja, 32% das crianças têm excesso de peso e desses, 14% são obesas”.

Para isto contribuem vários factores, nomeadamente, a vida sedentária e a má alimentação. Os números são reveladores: “Mais de 90% das crianças portuguesas comem 'fast-food', refrigerantes e doces pelo menos quatro vezes por semana. Menos de 1% bebe água todos os dias e só 2% comem fruta fresca diariamente. Já 60% vão para a escola de carro e só 40% participam em actividades extra-curriculares que envolvam actividade física”(...)". (Renascença)

20120116

Pois é ... mas andam mais preocupados em proibir o fumo e em acabar com direitos e liberdades ...

DN
Por falar em 'fumo', espreitem os resultados de um inquérito do JN (a confirmar-se por esta altura a maioria expressiva do 'SIM', dará para reflectir sobre a atitude dos portugueses relativamente ao corte ou supressão de direitos e liberdades. Pelos vistos, gostam de ser tratados como lixo ...)

JN
(resultado por volta das 13h)

Saúde | Como manter o cérebro “jovem”

http://projectotio.net/
"(...) O senso comum criou a ideia, nas últimas décadas, de que a receita para manter o cérebro “jovem” é fazer atividades mentais como sudoku e palavras cruzadas. É um engano. O próprio coordenador do Instituto de Saúde Mental dos EUA, Majid Fotuhi, encarregou-se de desmentir isto. (...)

Uma recente descoberta, recorrendo ao campo da ressonância magnética, revelou que o exercício constante pode literalmente fazer o cérebro crescer. O hipocampo cerebral geralmente começa a perder entre 1% e 2% de seu volume por ano a partir dos 50 anos. Mas a atividade física regular reduz sensivelmente esse encolhimento. (...)
Os cientistas enfatizam, no entanto, que não é recomendável só começar a  preocupar-se com quando se atinge a idade onde o ser humano está sujeito à demência. Quanto mais jovem se começar a trabalhar para evitar esse problema no futuro, melhores serão os resultados." (Projecto TIO)
Fonte primária: CNN

20120106

Um aviso, nada tem a ver com educação [?]

Há questões graves acerca das taxas-moderadoras e sobre a impossibilidade de pessoas com doenças crónicas verem reduzidas ou isentas as mesmas por causa de tal. Também não me apetece desenvolver o assunto ou ainda sou acusada de usar o facto de ser doente crónica para ter sucesso ou atenção. Não preciso, a sério.
Passo a transcrever um artigo que me parece importante para muitos de nós. Há coisas que são absolutamente transversais e que também, merecem o seu lugar num contexto 'educativo'.

Como aviso, perguntemos tudo e a todos até que a resposta seja clara e eficaz.
"Os delegados de saúde, necessários para uma junta médica, não vão ter capacidade de resposta em tempo útil para poder emitir atestados médicos de incapacidade multiuso, que os utentes com incapacidade igual ou superior a 60 por cento precisam para requerer a isenção da taxa moderadora, avança o Correio da Manhã.

O alerta é feito ao CM pelo presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge dos Santos. Segundo o médico, serão "dezenas de milhar de pessoas" que irão requerer o atestado multiusos e os delegados de saúde que existem no País "são poucos", pelo que não conseguirão dar resposta no prazo de dois meses, tempo estipulado pela Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS) para os delegados de saúde convocarem a junta médica e notificarem o utente.

O problema, que previsivelmente irá gerar protestos, será agravado com o facto de os utentes terem de juntar no requerimento todos os relatórios médicos e meios de diagnóstico. "É muito comum faltarem relatórios ou exames e a junta médica tem de rever todo o processo clínico do doente, o que consome muito tempo e, por isso, vai ser praticamente impossível cumprir o prazo dos 60 dias. Acredito que esse prazo terá de ser alargado", sublinha, em declarações ao CM, Mário Jorge dos Santos. Segundo dados da ACSS, há 81 711 utentes com um grau de incapacidade superior a 60%.

Os atestados de incapacidade têm validade, que varia consoante a doença. Os atestados para quem tem um tumor, por exemplo, têm uma validade de cinco anos; quem sofre de doença renal tem um atestado com a duração de dois anos.

Os utentes devem ainda apresentar todos os anos o atestado médico no centro de saúde para que fique registado, o que irá "consumir recursos" sublinha o responsável da Associação dos Médicos de Saúde Pública." (POP)