20160418

Centro e periferias na Europa – A dinâmica das desigualdades desde 1990



A globalização é tão velha como a Humanidade e a sua aceleração pelo capitalismo gerou imensas desigualdades. Nenhuma luta social ou política de combate às desigualdades tem seriedade ou validade se não tiver como objetivo último, o fim do capitalismo.

1 – Síntese da evolução recente do capitalismo
2 – As alternativas possíveis para estados periféricos
3 - A formação de desigualdades na Europa – 1
4 - A formação de desigualdades na Europa – 2
5 – Notas para uma solução



Este e outros textos em:

http://grazia-tanta.blogspot.com/                              

http://www.slideshare.net/durgarrai/documents


 

20160411

Não tens grupo, não tens opinião

Soube, através do Blog de Ar Lindo e também através de notícias de jornais, que o Ministério da Educação decidiu fazer um inquérito a professores sobre o currículo dos alunos (pode-se responder até 15 de Abril). Ora, julgando eu, na minha inocência, que era professor, lá fui aos serviços administrativos da escola pedir o código.
 
Vá-se lá saber porquê, os serviços administrativos e a direcção da escola também julgam que eu sou professor e, como tal, lá me deram o código para aceder ao inquérito. Entrei na página, digitei o código e número de cartão de cidadão e entrei no questionário propriamente dito.
 
A primeira questão -  "eliminatória" - era o meu grupo de recrutamento. O problema? É que não tenho grupo de recrutamento nenhum. Tenho uma licenciatura via ensino, um estágio pedagógico com 18 valores, mas grupo de recrutamento, nicles. Já podia ter sido criado, mas, ao que parece, ainda houve vontade política para tanto.
 
Não ter grupo de recrutamento é chato. Além da falta de carreira docente e de salário decente, temos de nos sujeitar a concursos por oferta de escola com critérios  à vontade de cada direcção (acabou a BCE mas houve muita coisa que ficou na mesma) e agora também não temos direito a opinar sobre as disciplinas que leccionamos.
 
A questão que se coloca é: então, vai ficar tudo igual nessas disciplinas? Ou haverá alterações, mas sem que sejam ouvidas as pessoas (ia dizer "professores", mas nós somos, obviamente, outra coisa qualquer) que as leccionam? Ou nem sequer se lembraram que elas existem?
 
Sou favorável a este inquérito, espero que os resultados sejam divulgados e que se traduzam em alterações práticas. Mas, já agora, se não for pedir muito, gostava que TODOS os professores tivessem oportunidade de responder!

20160327

NEOLIBERALISMO E KEYNESIANISMO, DOIS PRATOS DA MESMA GOROROBA

Quem tenha o mau gosto ou a infinita paciência para esperar que a palavra capitalismo saia da boca de membros da classe política ou da escolástica universitária, é porque acredita que camaleões possam cantar Verdi.

Sumário
1 - A função financeira e as suas bolhas
2 - O neoliberalismo selvagem e genocida
3 - Haverá uma alternativa keynesiana anticapitalista?
3.1 – Uma moeda própria?
3.2 – O fomento do consumo privado?
3.3 - O gasto público, o choque keynesiano?
3.4 – A aceitação da dívida não será um acto de submissão?
4 - Como arquitetar uma solução anticapitalista

Em qualquer destas ligações:



https://pt.scribd.com/doc/306098807/Neoliberalismo-e-Keynesianismo-Dois-Pratos-Da-Mesma-Gororoba

20160303

O controlo biopolítico, o stress e a leitura em diagonal

O esmagamento pelo trabalho e as formas de preenchimento do restante tempo de vida geram o stress e conduzem à superficialidade e ao culto do espetáculo como elementos essenciais para o controlo biopolítico da multidão.

1 - Uma invenção recente – a falta de tempo
2 – Capitalismo e controlo biopolítico
3 – Informação e formatação
4 - A leitura em diagonal 

Em qualquer destas ligações:




Este e outros textos em:




 

20160210

GANHOS E PERDAS DE PODER DE COMPRA NAS TERRAS DE PORTUGAL - 2004/2013



No contexto de um empobrecimento global verificável, mesmo empiricamente, observou-se uma maior homogeneidade no território, com perdas bem visíveis em áreas com maior poder de compra e ganhos em regiões, na sua maioria, em processo de desertificação.

Onde antes havia remediados e pobres, a distinção agora é menos pobres e mais pobres, para além dos que se disseminaram pelo mundo.


Texto em qualquer destas ligações

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2016/02/ganhos-e-perdas-de-poder-de-compra-nas.html

http://www.slideshare.net/durgarrai/ganhos-e-perdas-de-poder-de-compra-nas-terras-de-portugal-20042013

https://pt.scribd.com/doc/298886791/GANHOS-E-PERDAS-DE-PODER-DE-COMPRA-NAS-TERRAS-DE-PORTUGAL-2004-2013

20160113

Presidente da República – figura dispensável num regime democrático



Nada melhor do que uma campanha presidencial para uma reflexão sobre a inutilidade do cargo, emanação oligárquica de um chamado poder moderador construído para controlar os parlamentos, as verdadeiras representações dos povos em regimes genuinamente democráticos; como não é o caso português

1 – Um problema central – o regime político
2 - A luta entre a democracia e as oligarquias; a invenção do poder moderador
3 - A figura do PR na história portuguesa
4 - O papel do PR na Constituição portuguesa
4.1 - As funções presidenciais; as potenciais, as inúteis e as burocráticas  

20160103

Mudar ou não Mudar


Quem conhece o sistema de ensino português sabe que o mesmo tem sido alvo de experimentalismos, reformas, contra-reformas e outras mudanças que, não raras vezes, deixaram tudo pior ou tudo na mesma. Isto provoca, naturalmente, algumas desconfianças a professores e outros membros da Comunidade Educativa. Há por aí quem defenda a necessidade de estarmos alguns anos sem alterações legislativas para sabermos com o que contar.

Ora, tivesse Nuno Crato feito um excelente trabalho e faria todo o sentido mantê-lo intacto. O problema é que as alterações introduzidas por tal ministro deixaram o sistema de ensino pior. Não fazer nada, em nome da sacrossanta estabilidade, parece-me, no mínimo, irresponsável.

Nuno Crato criou uma reforma curricular que tornou o ensino mais pobre e apenas serviu para poupar dinheiro em salários de professores e para reforçar a ideia populista de que há disciplinas muito importantes e outras que não servem para nada. Deve a actual maioria, em nome da estabilidade, deixar tudo na mesma?

Nuno Crato alterou as regras dos concursos de professores, criou a BCE e manteve (ou criou) práticas duvidosas nos concursos por oferta de escola. Deve a actual maioria, em nome da estabilidade, deixar tudo na mesma?

Deve-se, em nome da estabilidade, manter metas como «Ler corretamente, por minuto, no mínimo 40 palavras de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente»? E como se faz isto na prática? Como é que um professor vê se as palavras são apresentadas "quase aleatoriamente" ou "muito longe do aleatoriamente"?

Já agora, deve-se, em nome da sacrossanta estabilidade do sistema de ensino, manter-se a instabilidade laboral de imensos professores contratados há 10, 15, 20 anos?

Sou contra o extremismo do "mudar por mudar", mas também sou contra o extremismo do "não se mudar nada", principalmente quando ainda estamos a sofrer com as medidas do XIX Governo. O que é preciso é que se faça uma avaliação justa do que deve manter-se e do que deve alterar-se e prosseguir com as reformas necessárias, sem medo de mudanças!

Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investimento

As oligarquias montaram em Portugal um sistema de fuga e mau aproveitamento do dinheiro dos impostos que se cifra em mais de 25% do PIB, a que se deve juntar o apoio aos bancos de 6.8% do PIB, nos últimos anos. Isto vai para além da economia paralela e das 1000 famílias mais ricas que pagam apenas 0.5% do IRS[1].

E não se pode dizer que daqui sai um reforço do investimento. Em 2010/14 a sua quebra supera a verificada durante a intervenção do FMI em 1983/85.

1 – Quem paga o crescimento da carga fiscal
2 - … e as desigualdades que daí resultam
3 - Os descontos feitos na área do IRC
4 – Subvenções e benefícios públicos