20150514

O economicismo ou o discurso do empobrecimento compulsivo

Os sacerdotes do excel, como aqueles que na Antiguidade antecipavam o futuro lendo as vísceras de uma galinha inscrevem-se numa longa linhagem. A modernidade na história da aldrabice é hoje bem representada pelos economicistas.

Convém que se aponte a dívida como elemento de ordem política – e não apenas financeira - para a duradoura submissão de povos. Tão ilegítima é a dívida, como criminosa a classe política que a suporta.

Sumário

1 - A magia do excel
2 – Universidade, fábrica de obediência
3 – O economês, a linguagem do poder
4 - A ortodoxia economicista

5 – Desigualdades, pobreza e controlo político

Nesta ligação:

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/05/o-economicismo-ou-o-discurso-do.html

20150501

Um modelo democrático para os municípios

(Para uma Constituição Democrática com caráter de urgência – 4[1])

Um regime não é corrupto em função do número de casos que se vão conhecendo. Um regime é corrupto quando toda a sua arquitetura política e jurídica está feita para facilitar e legalizar a corrupção, como elemento fulcral da acumulação de capital.
As câmaras têm sido a base para a continuidade histórica do caciquismo, ancorado em oligarcas partidários, protagonistas do desordenamento urbanístico, oleados pelo setor imobiliário, todos financiados pelos bancos.

Sumário
11 – A soberania do povo é apropriada por um novo clero
12 - O retrato desolador da gestão camarária
13 - Municípios com uma estrutura democrática
a)   Configuração das Assembleias Municipais (AM)
b)    Configuração das Câmaras Municipais (CM)

Em qualquer destas ligações:







[1] Texto inicial em:   http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/02/para-uma-constituicao-democratica-com.html  o segundo em: http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/03/para-uma-constituicao-democratica-com.html e o terceiro em http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/03/para-uma-constituicao-democratica-com_22.html

20150422

Os naufrágios no Mediterrâneo e da UE

O modelo socio-economico que conduz a que se vulgarizem os afogamentos no Mediterrâneo é o mesmo que afunda os povos em dívida, para safar os bancos na Europa, com destaque para a Grécia e Portugal.
Sumário
1 - Um caso particular de cinismo
2 – A África começou mal e muito mal continua
3 – No Médio Oriente a riqueza petrolífera é uma maldição
4 - O policiamento de proximidade no Mediterrâneo

5 – Povos de todos os países, uni-vos!

Nesta ligação
http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/04/os-naufragios-no-mediterraneo-e-da-ue.html

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20150401

Crato e os Ais


O Crato só deseja
Disciplinas fundamentais
Disciplinas essenciais
Disciplinas centrais
A cabeça do Crato
Nunca dará para mais.

(Inspirado pela releitura disto).

20150322

Para uma Constituição Democrática com caráter de urgência – 3

As classes políticas seguem de perto Carl Schmitt, o campeão dos juristas do nazismo quando aquele afirmava que a decisão se separa da norma jurídica e que, para se exprimir, a autoridade não tem necessidade do direito para impor o direito.

Sumário
  8 - Democracia só com ruptura com o regime cleptocrático
  9 - Democracia (ou a sua falta) a nível da freguesia
10 - Freguesias com uma estrutura democrática
a.    Configuração das Assembleias de Freguesia (AF)
b.    Configuração das Juntas de Freguesia (JF)

Em qualquer destas ligações:






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20150304

Para uma Constituição Democrática com caráter de urgência – 2

Os interesses comuns são decididos e geridos coletivamente e a representação é atribuída por escrutínio popular, é pessoal, temporária e retirada a qualquer momento.
Sumário

4 - O princípio da subsidiariedade
5 – Expressão democrática tem na base as assembleias
6 – O que é uma representação democrática

7 - Direito de voto a partir dos 16 anos

Numa destas ligações:



20150207

Para uma Constituição Democrática com caráter de urgência – 1

Se a atual Constituição tem sido um brinquedo nas mãos de uns e um tabu para outros, com a imensa maioria a assistir, é tempo de criar uma democracia e uma Constituição Democrática.

Sumário
0 - Introdução
1 - Os grandes condicionantes da democracia
2 - Um sistema político que não serve os “de baixo”
2.1 - A base material da organização política de hoje
2.2 - Classe política é parasitismo

3 - Os direitos que preenchem uma democracia

Este e outros textos em:    


20150123

Draghi avançou com o que em economês se designa por quantitive easing

Nada disto vai aligeirar a carga da existência de um capitalismo subalterno e atrasado, de empresários tão cúpidos como incompetentes e de uma classe política que tresanda a conformismo e corrupção


Este e outros textos em qualquer destas ligações:    

20150115

BASE DAS LAJES – O RENTISMO E A SUBSERVIÊNCIA NUNCA ACABAM BEM

Campeão Português 300, Moviflor 300, Minipreço 130, PSA – Mangualde 80+280, Lajes 500… e o programa segue dentro de momentos - TAP, BES, Segurança Social (600)… Falamos de despedimentos.

                            Isto chama-se retoma ou entropia? 



Em qualquer destas ligações







20150106

A tirania da eficácia

Resumo

A eficácia do sistema produtivo depende mais de factores não económicos, como a corrupção do que da gestão, como rezam os manuais. Por outro lado, um sistema em que a riqueza de alguns corresponde à pobreza da maioria só se pode considerar nocivo.

A democracia de mercado incorpora escolhas, debate, como nas democracias reais, mas são truncadas e circunscritas aos defensores do regime, aos partidos que a gerem e aos que participam na sua legitimação junto da multidão, pagos para o efeito a partir do erário público. É a sua maneira de serem eficazes.


Sumário
1 - A eficácia como instrumento de domínio
2 - A eficácia que captura a democracia

3 - O trabalho é uma prisão

em qualquer destas ligações:

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/01/a-tirania-da-eficacia.html



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20141209

Investimento estrangeiro em Portugal - Entre o mito e a propaganda - 3ª parte

A entrada de novo investimento direto estrangeiro (IDE) é acompanhada por uma elevada saída sendo relativamente reduzido o aumento efetivo, como também é pouco relevante o impacto no aumento da capacidade produtiva, no emprego e nas exportações uma vez que parte substancial se acumula no sector financeiro.

Portugal deixou de ter atrativos como destino do investimento estrangeiro mas, apenas como plataforma para terceiros terem uma entrada fácil no grande espaço da UE e como centro de lavagem de dinheiros bastante encardidos. Para os capitalistas europeus, nomeadamente, tornou-se mais atrativo esperar que trabalhadores portugueses surjam nos seus países.

A saída de capitais como rendimento do investimento neste período corresponde a a 127% do PIB de 2013 e as taxas de rendabilidade situam-se, no último ano em torno dos 4%, após nítidas quebras nos últimos anos.  

Sumário

1 - Os fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE) em 1996/2013
2 – O IDE consolidado
3 – Os rendimentos obtidos pelos investidores estrangeiros

4 - Taxas de rendabilidade

Texto em qualquer destas ligações:

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2014/12/investimento-estrangeiro-em-portugal.html
http://www.slideshare.net/durgarrai/investimento-estrangeiro-em-portugal-entre-o-mito-e-a-propaganda-3-parte
https://pt.scribd.com/doc/249644721/Investimento-Estrangeiro-Em-Portugal-Entre-o-Mito-e-a-Propaganda-3%C2%AA-Parte

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