20160113

Presidente da República – figura dispensável num regime democrático



Nada melhor do que uma campanha presidencial para uma reflexão sobre a inutilidade do cargo, emanação oligárquica de um chamado poder moderador construído para controlar os parlamentos, as verdadeiras representações dos povos em regimes genuinamente democráticos; como não é o caso português

1 – Um problema central – o regime político
2 - A luta entre a democracia e as oligarquias; a invenção do poder moderador
3 - A figura do PR na história portuguesa
4 - O papel do PR na Constituição portuguesa
4.1 - As funções presidenciais; as potenciais, as inúteis e as burocráticas  

20160103

Mudar ou não Mudar


Quem conhece o sistema de ensino português sabe que o mesmo tem sido alvo de experimentalismos, reformas, contra-reformas e outras mudanças que, não raras vezes, deixaram tudo pior ou tudo na mesma. Isto provoca, naturalmente, algumas desconfianças a professores e outros membros da Comunidade Educativa. Há por aí quem defenda a necessidade de estarmos alguns anos sem alterações legislativas para sabermos com o que contar.

Ora, tivesse Nuno Crato feito um excelente trabalho e faria todo o sentido mantê-lo intacto. O problema é que as alterações introduzidas por tal ministro deixaram o sistema de ensino pior. Não fazer nada, em nome da sacrossanta estabilidade, parece-me, no mínimo, irresponsável.

Nuno Crato criou uma reforma curricular que tornou o ensino mais pobre e apenas serviu para poupar dinheiro em salários de professores e para reforçar a ideia populista de que há disciplinas muito importantes e outras que não servem para nada. Deve a actual maioria, em nome da estabilidade, deixar tudo na mesma?

Nuno Crato alterou as regras dos concursos de professores, criou a BCE e manteve (ou criou) práticas duvidosas nos concursos por oferta de escola. Deve a actual maioria, em nome da estabilidade, deixar tudo na mesma?

Deve-se, em nome da estabilidade, manter metas como «Ler corretamente, por minuto, no mínimo 40 palavras de uma lista de palavras de um texto apresentadas quase aleatoriamente»? E como se faz isto na prática? Como é que um professor vê se as palavras são apresentadas "quase aleatoriamente" ou "muito longe do aleatoriamente"?

Já agora, deve-se, em nome da sacrossanta estabilidade do sistema de ensino, manter-se a instabilidade laboral de imensos professores contratados há 10, 15, 20 anos?

Sou contra o extremismo do "mudar por mudar", mas também sou contra o extremismo do "não se mudar nada", principalmente quando ainda estamos a sofrer com as medidas do XIX Governo. O que é preciso é que se faça uma avaliação justa do que deve manter-se e do que deve alterar-se e prosseguir com as reformas necessárias, sem medo de mudanças!

Os apoios fiscais às empresas favorecem as oligarquias sem fomentar o investimento

As oligarquias montaram em Portugal um sistema de fuga e mau aproveitamento do dinheiro dos impostos que se cifra em mais de 25% do PIB, a que se deve juntar o apoio aos bancos de 6.8% do PIB, nos últimos anos. Isto vai para além da economia paralela e das 1000 famílias mais ricas que pagam apenas 0.5% do IRS[1].

E não se pode dizer que daqui sai um reforço do investimento. Em 2010/14 a sua quebra supera a verificada durante a intervenção do FMI em 1983/85.

1 – Quem paga o crescimento da carga fiscal
2 - … e as desigualdades que daí resultam
3 - Os descontos feitos na área do IRC
4 – Subvenções e benefícios públicos


20151218

Continua o saque da Segurança Social como brinde aos patrões



António Costa quer aumentar o salário mínimo em 25 euros dando aos patrões uma contrapartida de redução na TSU

Os governos usam a Segurança Social numa relação de proxenetismo e a oposição acha isso de acordo com os costumes

O uso de dinheiro alheio para benefício próprio configura o crime de abuso de confiança 

 Texto em:

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/12/continua-o-saque-da-seguranca-social.html

 http://www.slideshare.net/durgarrai/continua-o-saque-da-segurana-social-como-brinde-aos-patres-2-56272044

https://pt.scribd.com/doc/293600029/Continua-o-saque-da-Seguranca-Social-como-brinde-aos-patroes

Este e outros textos em:


http://grazia-tanta.blogspot.com/                               
http://www.slideshare.net/durgarrai/documents


20151202

Como Costa vai engolir a esquerda parlamentar


Na Grécia surgiu um Syriza que anulou o desacreditado Pasok, adoptando a agenda deste último. Em Portugal, foi o PS que se preveniu e prepara a sua sobrevivência cooptando a esquerda parlamentar. Dois caminhos diferentes para uma normalização neoliberal em tempos de crise duradoura

Numa das seguintes ligações:

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/12/como-costa-vai-engolir-esquerda.html

http://www.slideshare.net/durgarrai/como-costa-vai-engolir-a-esquerda-parlamentar

https://pt.scribd.com/doc/291996374/Como-Costa-vai-engolir-a-esquerda-parlamentar





Este e outros textos em:

20151124

O jihadismo, os semeadores de ventos e as vítimas das tempestades (1)



Pode dizer-se que em 11 de setembro de 2001, a criatura mordeu a mão do criador. Abordaremos em seguida algumas situações reveladoras dos atos criadores e da inclusão das criaturas no perímetro dos interesses dos criadores.
Sumário

1 – Uma base de opressão e desigualdades
2 - Afeganistão – um primeiro capítulo
2.1 - O fortalecimento do jihadismo no Afeganistão
3 - Novos cenários para a atuação jihadista
3.1 – A estreia na Europa – A Bósnia
3.2 – Um viveiro do crime – O Kosovo
3.3 – Chechénia – ventre mole da Rússia?

Texto em qualquer destas ligações:

 http://grazia-tanta.blogspot.pt/2015/11/o-jihadismo-os-semeadores-de-ventos-e_24.html

http://www.slideshare.net/durgarrai/o-jihadismo-os-semeadores-de-ventos-e-as-vtimas-das-tempestades-1

 https://pt.scribd.com/doc/290975500/O-jihadismo-os-semeadores-de-ventos-e-as-vitimas-das-tempestades-1

Este e outros textos em: