20120123

Fiat justitia et ruat caelum

Juiz realça "total ausência de fiscalização"do Ministério da Educação no caso Pedroso 

Por Mariana Oliveira  | Jornal Público (assinantes) 

"Magistrado realça relações políticas e pessoais entre os quatro arguidos que irão ser julgados por prevaricação.
O juiz de instrução que decidiu levar a julgamento, pelo crime de prevaricação, a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e o advogado João Pedroso, antigo chefe de gabinete de Ferro Rodrigues e António Guterres, realça, no despacho de pronúncia dos quatro arguidos acusados pelo Ministério Público, “a total ausência de fiscalização por parte do Ministério da Educação relativamente ao bom cumprimento dos serviços adjudicados” a um grupo de trabalho liderado por Pedroso. " (Público)

Notícias do Demo

Há muito mais notícias hoje mas ... procurem-nas vocês que eu, estou cansada.
"(...) Já alargando o leque a todos a todos os diplomados da última década, desde 2001 as ciências empresariais são as que mais contribuem para a lista de desempregados ( 16,3%), seguindo- se as ciências sociais e do comportamento ( 11,8%) e as formações de professores ( 10,6%).(...)"

20120122

Boa noite!


Qual é a renda que a terapeuta paga à escola? Como cidadã, sinto-me lesada!

Toni Negri em Lisboa: “Será que na Europa existe esquerda?”


Não sendo a primeira presença em Portugal de Toni Negri, a sua permanência no Maria Matos, na última sexta-feira, ao final da tarde, originou uma plateia cheia.

Negri e o seu companheiro habitual Michael Hardt são grandes desconhecidos em Portugal. Nas esquerdas políticas sabe-se que existem mas, poucos terão lido os seus trabalhos – ou então, leram em “diagonal” - e, são menos ainda, aqueles que reconhecem como importantes os contributos de Negri e Hardt para a explicação da realidade destes tempos de globalização neoliberal.

Que os chefes da esquerda institucional não apreciam particularmente o pensamento “herético” de Negri, já se sabia, pois ele não cabe no seu pensamento único; para além disso, nem poderiam estar presentes pois apreciam pouco as plateias, demasiado habituados que estão aos palcos. Por outro lado, as suas várias agências ou influências, infiltrações com missões de controlo ou aviltamento dos movimentos “indignados”, também não estiveram representadas.

Existindo naquelas instâncias da “esquerda” uma forte preponderância da formatação ideológica trotskista ou stalinista, conceitos como “império”, “multidão”, “biopolítica” ou a recusa do patriarcalismo partidário, não se coadunam com a típica análise de classes, o autoritarismo estatal, ou o materialismo dialétíco.

Embora na parte final do encontro com Negri tenha sido escasso o tempo para a formulação de questões pela assistência, tivemos tempo de colocar a seguinte questão:

“O capitalismo neoliberal, através do sistema financeiro, controla os Estados, tornando-os seus instrumentos; por outro lado, as esquerdas institucionais consideram que a solução para os problemas atuais passa pelo Estado regulador e investidor. Como se compatibiliza isto?”

Negri respondeu, sinteticamente: “Será que na Europa existe esquerda?”.  Na sua opinião a última emanação de uma esquerda na Europa foi nos motins de Londres, centrados em Tottenham, em 2011; aí houve esquerda, porque existiu resistência e combate frontal ao sistema.

Há algum tempo que vimos apontando para a necessidade de uma esquerda de combate, plural, nascida da interação entre a prática e o estudo; numa ação de unidade entre pessoas, com discussão democrática, baseada no consenso e sem chefias.

Para a construção dessa unidade, qualquer avanço na luta contra o sistema exige a afirmação clara de várias recusas – do capitalismo, do Estado, do modelo de representação política e de lógicas nacionalistas.

Quem quiser fazer parte desse movimento de combate anti-capitalista terá de formular de modo inequívoco uma demarcação face às instituições do sistema, mormente dos partidos e centrais sindicais que o integram, para os quais os problemas que assolam as nossas vidas são resultantes exclusivamente da crise económica, não se referindo o sistema como o verdadeiro problema. O Estado paga-lhes por essa complacência.


Sobre estes temas:

http://www.slideshare.net/durgarrai/capitalistas-e-estado-a-mesma-luta

http://www.slideshare.net/durgarrai/pensar-esquerda-sem-vacas-sagradas

http://www.slideshare.net/durgarrai/esta-esquerda-a-tranquilidade-da-direita

http://www.slideshare.net/durgarrai/para-um-novo-paradigma-poltico-a-re-criao-da-democracia

ou, todos no blog:

http://grazia-tanta.blogspot.com/
A UGT é o que é e sempre foi        

Nasceu de um objectivo saudável, a recusa da unicidade sindical, ainda que por obra e graça do investimento do SPD alemão e da sua Fundação Friedrich Ebert. Creio que na altura alguns trabalhadores terão pensado que a UGT seria democrática e isenta do controleirismo do PC sobre a CGTP.

Passados mais de 30 anos, qual o balanço? A CGTP continua a única a ter capacidade de ensaiar a oposição ao governo, embora com toda a incapacidade estratégica inerente aos seus mandantes, que procuram essencialmente usar a capacidade de realização - manifs, greves -para perpetuar no seu posto uma imensa burocracia sindical. A UGT é um acessório governamental, qualquer que seja o governo e foi para isso que foi criada, como sabemos, tendo na base um acordo paritário PS/PSD que conduziu à preponderância do primeiro, após divergências entre os TSD, segundo julgo lembrar-me.

Em ambos os casos se bloqueiam estatutos para evitar iniciativas das bases e ambas polarizam a actividade no secretários-gerais, num espírito hierárquico desajustado aos tempos de hoje, numa p´ratica de presidencialismo para não referir caudilhismo

Acontece que a realidade neoliberal veio a trazer um elemento de grande importância para a dessindicalização e, em toda a Europa o movimento sindical há muito deixou de ser movimento para se mostrar uma burocracia que não tem pejo em dar porrada a activistas "demasiado" desalinhados. Ainda em 2010 a USL apresentou queixa na polícia contra a PAGAN procurando garantir o monopólio dos protestos contra a NATO. Tema em detalhe, na ligação

http://www.slideshare.net/durgarrai/a-misria-da-esquerda-que-anda-por-a-um-case-study-a-cimeira-da-nato

ou no blog

http://grazia-tanta.blogspot.com/

Proença, talvez genuinamente contrariado porque ele é que colocou a cara e a assinatura no contrato, cumpriu o seu papel e o da UGT. A CGTP agradeceu, naturalmente

Não me parece é que os trabalhadores tenham alguma coisa a agradecer a ambas; ou a esperar algo de positivo de burocratas sindicais.



22/1/2012

Gostei e partilho!

O que fazem personalidades insuspeitas como Moita Flores e Rita Ferro Rodrigues à noite na SIC? Conduzem um grupo de médiuns por cenas de crime para que resolvam os crimes que a justiça não foi capaz de resolver. Num país em que a justiça não funciona, o oculto ganha território e o formato é um sucesso. O Governo devia aprender com a SIC a resolver os problemas. Já estou a ver o ministro das Finanças a levar um grupo de médiuns às reuniões com a Troika, o ministro da Educação a passear com médiuns pelas escolas portuguesas para que identifiquem as causas do insucesso escolar e o médium do ministro da Economia a encontrar-se com os médiuns das centrais sindicais e da CIP para a reunião da concertação social. O grave no meio do absurdo é que esta estupidificação colectiva tenha tantos adeptos.

Sobre o acordo "UGT/PATRÕES/GOVERNO".


 É só clicar em cada imagem.

Para todos!

Clínica do Deficiente Musical

Para músicos ; )

Com os votos de um bom Domingo!

Por: Clínica do Deficiente Musical

Preocupante!

Crise faz disparar abandono escolar 
"O número de alunos a desistir do Ensino Superior está a aumentar devido à falta de apoios sociais.(...)
Pais de filhos com necessidades especiais estão a ser convidados a pagar o transporte“social. Caso contrário, haverá um aumento brutal do número de pais que não consegue pagar a alimentação dos seus filhos, o que já está a acontecer de forma assustadora em alguma escolas”. (...)" (DN de hoje para assinantes)
E não é de agora:


Jovens com mais de 15 anos não acabam o 9.º ano para ir trabalhar. Famílias sem recursos não conseguem evitar abandono. O DN descorbriu vários casos
"(...)
Os últimos dados oficiais mostram que aos 14 anos o abandono é quase residual (1,8%) mas dispara a partir dos 15 (9,3%). E embora façam questão de sublinhar que a escolha de deixar de estudar é dos filhos, quando vão às escolas anular a matrícula, os encarregados de educação acabam por admitir que têm dificuldades em pagar a renda de casa e até a alimentação."
(...) Professores e pais acreditam que estes são os primeiros casos de abandono escolar devido à crise e ao corte nos apoios sociais. "Já tínhamos alertado o Ministério da Educação e os partidos políticos para a possibilidade dos jovens deixarem a escola por causa das dificuldades financeiras das famílias", refere a presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Maria José Viseu.   (DN)

Concurso 'Blogs do ano 2011' do Aventar

Pois o Demo não passou à segunda fase. Não faz mal, é assim a vida. Agradeço a quem votou em nós! E então, nova etapa se inicia, parabéns aos eleitos! :

Categoria Educação | @ Aventar

"Computadores, tablets e videojogos ajuda crianças autistas a comunicarem"