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20120113

a privatização de serviços de educação... por cá... dá nestas coisas aberrantes... para as quais não há comentários 'suficientes'...!

"De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), António José Ganhão, «há autarquias que não pagam às empresas fornecedoras há mais de um ano e há outras que ainda conseguiram pagar até Fevereiro do ano passado».

António José Ganhão acusa o Ministério da Educação e Ciência (MEC) pela situação «irresponsável» em que estão os municípios, que poderão de um dia para o outro ver o serviço de refeições «suspenso»."

20120112

dinheiros públicos... lucros privados ...na educação... como se a coisa [por cá] não tivesse já passado pelo pte... milhões à solta e a escola pública de 'rastos'...!

"The list of those playing school appears to be endless.  The profiteers and lobbyists are racing to the top of a mountain of public dollars while both political parties cheer them on while gleefully taking their contributions.  Although research has clearly sounded the alarm on the substantially lower rates of virtual schools that meet Adequate Yearly Progress, the Department of Education has no problem listing them as ‘efficiency alternatives.’ And in that listing, the true colors show.  For how can any politician gnash his teeth and wring his hands about so-called ineffective teachers while giving free reign and funds to the profiteers who play school with taxpayer dollars without accountability or evidence that what they are doing works? 

What will become of the children who are ensnared by false promises?

How will the cyber teacher engage our children in thoughtful discussions, motivate them with a smile, respond to their confusion, be their advocate when they are bullied?

Will the PowerPoint presenter on YouTube realize the bleary-eyed child in front of the screen  had no breakfast? Will he know if he is there at all?

Who in cyberspace will dig into her pocket and buy the winter coat for the young woman who does not have one, the way my teachers do?"

aqui.
 

20111129

andam coisas perigosas pelos ares... da educação, lá por fora...será que por cá as coisas andam melhores...?

ensino presencial versus ensino virtual [via tecnologia] é um tema actual que vai [subrepticiamente] entrando na agenda da educação e das políticas públicas, de cariz 'económico', de fundamento neoliberal, na assumpção de um 'princípio' de fazer 'mais com menos'...!

por cá as coisas parecem calmas mas já há exemplos desta 'cibercultura' educativa em funcionamento, se bem que numa perspectiva de complemento à escola clássica [ensino básico e secundário], pois no ensino superior já temos em pleno funcionamento uma quase 'ciber' universidade...

parece que os nossos 'maiorais' gostam bastante do que é produzido nos países anglo-saxónicos, nomeadamente nos states...

o caminho para a 'privatização' da educação está de portas 'escancaradas'...? 

então vejamos:

"What kind of record do these virtual charters (cyber charters) have? Not a very good one. Walt Gardner blogged about these issues last week. He sees this movement as "the stealth campaign to privatize education." Gardner says there is no evidence to support the claim that students learn more by technology than in the traditional classroom." 


será [só] uma questão de 'lucro' do capital ou de investimento socialmente lucrativo...?

20110922

Um concurso armadilhado


O que aconteceu nesta fase do concurso de professores é muito simples: deliberadamente montou-se uma perfeita aldrabice para, entre a injustiça e a confusão, aparecer um Ramiro Marques a escrever:
Nuno Crato, em silêncio, deve tirar uma conclusão do episódio: pôr fim aos concursos nacionais, entregando aos agrupamentos de escolas a tarefa de recrutar professores para preenchimento de necessidades transitórias.
Após este comerciante (que não deve ter ganho pouco dinheiro com os seus blogues publicitários à custa da luta dos professores contra a avaliação de desempenho da socióloga Rodrigues, dedicando-se agora à defesa intransigente da privatização das escolas públicas, lá deve ter novos negócios em mira), outros virão. Para quem está fora do assunto: as denúncias do que se vai passando nas escolas onde as direcções, ou os municípios, têm autonomia na contratação de professores, para todos os efeitos funcionários públicos, colocam a coisa ao nível da Madeira: ele é parentes, conhecidos e outras amizades. Enfim, o expectável.
O que está em causa é muito simples: funcionários públicos contratam-se através de concursos transparentes, ordenando-os com critérios claros, ou funcionam exclusivamente pelo factor c(unha). Nestas coisas os neo-cons (ler em francês) ultrapassam em muito Salazar, que ainda obrigava os procedimentos a algum decoro. O resto é areia para os olhos.
republicado do Aventar

20110909

Negar a realidade não muda a realidade

Votado ao ostracismo, Sócrates deixou os seus discípulos num verdadeiro estado de estupor. No que toca à educação é fascinante ler Mariana Vieira da Silva:
O problema é que de tantas vezes o Bloco de Esquerda gritou que estavam a destruir a escola pública - mesmo quando os horários eram alargados, as actividades diversificadas, os programas de combate ao insucesso e abandono escolar aumentados, a formação de adultos promovida; agora ninguém leva a sério.
 Não entender que o alargamento dos horários e as AEC's enjaularam as crianças na escola a tempo inteiro, que o insucesso foi combatido administrativamente, o abandono escolar diminuiu à conta da efemeridade do POPH, e RVCC não é formação de adultos, impede-nos de levar a sério este discurso.
Em dois governos assistimos à preparação da privatização do ensino. Agora é só acabar a tarefa iniciada por Maria de Lurdes. O resto é cegueira. Eu sei que o amor cega, mas em política educativa convém ser mais racional e deixar as emoções de lado.