20130614

A Educação, em Portugal, já é só para poucos.

Custa muito a entender?
"(...) Os professores não fazem greve contra os alunos mas em sua defesa. Não o fazem para perturbar as famílias, pois também são pais de alunos com exames, mas porque querem defender o pouco que resta de liberdade num país empobrecido e praticamente saqueado em nome de interesses financeiros ... (...)" (Paulo Guinote)

AVISO | Cuidado com a desinformação!!!

Circula por aí a ideia ERRADA de que basta que o secretariado faça greve para que os exames não se realizem. Pois, desenganem-se ... Pedi informação ao SPRC e eis que:
1 - O secretariado de exames não é um órgão. É uma função que, em princípio, é desempenhada por quem já está nomeada mas que, no fim e mais a mais no caso de uma convocatória generalizada como a que o Crato industriou, pode ser desempenhada, ainda que de forma mais tosca, por outros nomeados.
2 - A circulação dessa ideia tem perigos reais para a luta que estamos a fazer; deve ser contrariada. Desde logo continua a centrar a atenção da greve de dia 17 apenas nos exames; há até professores que ainda não perceberam que dia 17 é de GREVE DE TODOS E A TODO O SERVIÇO!! Acho que o governo tem conseguido isso com a ajuda da comunicação social.
3 - O dia 17 vai servir para contar, um a um de nós, quem está em luta com o governo e quem não está. É diferente das greves às avaliações e, como é evidente, não bastaria encontrar um “truque” para que os exames não se fizessem. Seria importante mas insuficiente porque 17 é muito mais: é a prova de fogo dos professores contra o governo.
Nota final:
Não esqueçamos que a outra “prova de fogo” é a Manifestação Nacional dos Professores, no sábado. Aí é que se ficará a perceber se o que anda nas escolas é o resultado da teimosia de um pequeno punhado de “insurrectos” ou se, verdadeiramente, o que acontece é que há todo – ou quase todo – um grupo profissional disposto a lutar pelos seus legítimos interesses, pela Escola Pública e pelo futuro do país. Quer isto dizer, pois, que são precisas mais, muitas mais inscrições para irmos a Lisboa!



Quando a Dívida aumenta, a Democracia encolhe (2)

Os bancos souberam:

reconverter os empresários em construtores e gestores de imobiliário hipotecado aos bancos;

acenar às famílias com crédito para casa própria, substituindo-se a um Estado ausente da política de habitação;

O sistema financeiro pretende

continuar na posse do aparelho de Estado e dos domésticos políticos culturalmente indigentes que sequestraram a democracia;


condenar várias gerações à inanição, ao empobrecimento, à emigração ou a uma morte antecipada. 


Em qualquer das seguintes ligações

http://grazia-tanta.blogspot.pt/2013/06/quando-divida-aumenta-democracia.html

http://pt.scribd.com/doc/147700292/Quando-a-Divida-aumenta-a-Democracia-encolhe-2-

http://www.slideshare.net/durgarrai/quando-a-dvida-aumenta-a-democracia-encolhe-2

20130613

Espera mais um bocadito.

Mais alunos por turma? As salas de aula não têm espaço útil e não há dinheiro para mais festa

© João Paulo, no Aventar

Depois de 'malandros' passam a 'grevistas'

Sim ... fazer-se greve é ser-se 'faltoso'. Ora, sr. ministro ...

Só faltava ser dia das mentiras também ...

artigo 57

Um trabalhador em greve não pode ser substituído .Dá prisão e tudo. Assim, tenciono estar na escola na segunda-feira de manhã para evitar que isso aconteça.

Hoje concordo com Crato

Imagem @ Nuno Crato e os Computadores

Sim, sr. ministro. Só eram necessários 10 000.


ADENDA (20:09):

O atropelo segue cego

Na minha escola não foi acautelada coisíssima nenhuma i.e. os professores da área disciplinar dos exames foram igualmente convocados.
"(...) Questionado pela agência Lusa, o Ministério da Educação esclareceu que "podem ser convocados quaisquer professores [do agrupamento], exceto aqueles da área da disciplina em causa", mas os diretores "saberão acautelar esta situação". (Lusa | RTP)
Presumo que aqui é exactamente como diz o Ricardo:
Não interessa que sejam professores da disciplina em exame, ou que tenham filhos a fazer exame, ou que não tenham tido sequer a formação habitual para vigilantes, ou que sejam educadores de infância a vigiar 12.º ano. (...)" (Ricardo Ferreira Pinto | Aventar)
E já agora, os pais estão preocupados por não terem quem tome conta dos filhos, certo? O resto não interessa, pois claro ...

Mais solidariedades para com os professores e alguns recados para outras pessoas

Para o ministro, sindicatos e professores:
"(...) Da última vez, quando a bruxa era a Sinistra Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, o Mário Nogueira acabou por trincar a maça envenenada que lhe ofereceram. Esperemos que tenha aprendido a lição e que não vacile. Como pai de alunos que têm exame este ano aqui dou todo o meu apoio à luta dos professores, não só em nome da Escola Pública mas de todo o estado social que esta cambada quer destruir." (João Pestana)

"(...) Sr. Ministro Nuno Crato, utilize os seus vastos conhecimentos de matemática e reconheça que o resultado é de soma zero e que quem sairá a perder deste braço de ferro será o senhor enquanto espúrio, porque, como eu, muitos pais estão com a luta dos professores." (Luís Monteiro)

"Coitados dos garotos"

Fonte: Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
"Quadros ilustrativos da aberração Acordo Ortográfico apresentados por Bagão Félix na Edição da Noite, da SIC Notícias.

A fechar a conversa, a pivot Ana Lourenço, referindo-se à introdução do AO nas escolas, desabafou o seguinte: "Coitados dos garotos."" (idem)

Leituras do dia | Ricardo Ferreira Pinto

Solidariedades para com a greve dos professores

"1. Tenho uma filha que será afectada, pois pelo menos um dos exames coincide com as datas conhecidas. 
2. Apoio a greve.
3. Informei a minha filha que o(s) exame(s) que não puder fazer naquele dia(s) certamente que se fará(ão) noutro(s) dia(s).
4. Informei a minha filha que os professores não irão trabalhar naquele dia porque estão em luta pelos seus direitos e que por tal vão perder um dia de salário.
5. Informei a minha filha que não há greves sem prejuízo, nem prejudicados – aliás essa é a força da greve.
6. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, mesmo quando não ganhamos nada directamente pode acontecer que sejamos chamados a lutar pelo que é certo, mesmo com prejuízo em causa própria.
7. Informei a minha filha que numa sociedade solidária, ninguém pode aceitar como bom, que as famílias partilhem menos uma hora por dia, que se despeçam pessoas aos milhares e se diga que tal é bom, que se trabalhe gratuitamente, que se reduzam remunerações, que se retirem direitos aos fracos quando se engordam os ricos, que se desprezem e menosprezem as pessoas e que se castiguem os que nada fizeram e se dê cobertura aos que a este ponto nos trouxeram.
8. Informei ainda que a possibilidade dela ter de fazer o(s) exame(s) noutro(s) dia(s) representa o(s) contributo(s) dela para uma sociedade justa.
9. Pedi desculpa à minha filha, por não ter sido capaz de evitar que ela, tão nova, tivesse que participar num processo de combate político, mesmo que passivamente. Pertenço a uma geração de inertes, que tudo delegam e depois ousa estranhar a acção dos que diferem e vão à luta. 
O mais interessante nisto tudo, é que ao contrário dos doutos egoístas que em vários fóruns vi manifestarem-se, a minha filha, com 12 anos, depois de pensar um pouco disse-me convicta: Faz sentido! Não faz mal. Se não fizer exame naquele(s) dia(s), farei noutro e assim os professores terão lutado pelo que é justo. 
Nestas alturas, fico aliviado, pois percebo que ainda temos salvação. Provavelmente, tal só acontecerá na geração que nos segue, mas sempre é melhor do que nada." ( Paulo Bernardo E Sousa @ A Professorinha )
@ Juventude às Ruas leva solidariedade a greve de professores!

Greve é greve, não aceitamos orientações

SANTANA CASTILHO, Antena 1, parte da transcrição: 

Concretamente em relação à greve, àquilo que a vossa abertura do programa noticiou, de que os professores teriam sido convocados massivamente (pelo júri nacional de exames) para estarem presentes no dia 17: em minha opinião, o júri nacional de exames não tem nenhum vínculo hierárquico com os directores das escolas nem com os professores, para fazer isso. 
Aquilo que foi feito foi uma 'orientação'. É esse o título de um e-mail que chegou às escolas: uma 'orientação'. Ora isto, em meu entender, não obriga as escolas. Isto denota uma grande cobardia por parte de um ministro que, além de mentiroso, de facto, é cobarde. Incumbe um júri nacional de exames de tomar uma medida que vale o que vale. Os professores em greve não têm que comparecer na escola. 

Aliás, é ridículo - e é desonesto, em minha opinião - que um ministro e um governo que aceitam um colégio arbitral, como está na lei, para decidir sobre os 'serviços mínimos', depois da decisão do colégio que eles aceitaram!! , venha agora apelar para um tribunal administrativo porque, depois de a decisão ser «Não há serviços mínimos», então agora ela não vale! Quer dizer, isto é de uma desonestidade, de uma brincadeira contra uma coisa que é séria, que são as leis deste país, contra uma Constituição! - e isso de que me fala, através do júri nacional de exames, não é mais do que um expediente para causticar a totalidade dos professores!